Fibria reverte prejuízo e registra lucro de R$ 978 milhões

Faturamento da empresa subiu 20% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, somando R$ 2,395 bilhões

São Paulo – No primeiro trimestre de 2016, a Fibria registrou lucro líquido de R$ 978 milhões, revertendo assim o prejuízo de R$ 566 milhões reportado em igual intervalo de 2015.

O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado teve uma alta de 24,5% na comparação com os três primeiros meses do ano passado, para R$ 1,254 bilhão. A margem Ebitda passou de 50% para 52%.

De janeiro a março deste ano, a receita líquida somou R$ 2,395 bilhões, uma alta de 20% na comparação com o mesmo período de 2015.

O resultado financeiro ficou positivo no primeiro trimestre deste ano, em R$ 922 milhões, ante um número negativo de R$ 1,746 bilhão em 2015.

Expectativa

O lucro de R$ 978 milhões da Fibria no primeiro trimestre de 2016 ficou 32% abaixo do projetado por analistas consultados pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado – Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI, JPMorgan e Credit Suisse -, cuja média das estimativas apontava para um resultado positivo de R$ 1,439 bilhão.

O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, de R$ 1,254 bilhão, veio em linha com o estimado, de R$ 1,307 bilhão.

Já a receita líquida de janeiro a março deste ano, de R$ 2,395 bilhões, ficou 6,2% abaixo do esperado, que era de R$ 2,554 bilhões.

O Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

Celulose

No primeiro trimestre de 2016, as vendas de celulose da Fibria caíram 8% na comparação com o mesmo período do ano passado e 13% contra o quarto trimestre de 2015, para 1,136 milhão de toneladas.

De janeiro a março deste ano, a produção recuou 7% tanto na comparação com o primeiro quanto com o quarto trimestre de 2015, para 1,203 milhão de toneladas.

Sobre a queda da produção, a Fibria justifica, conforme informe de resultados enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com a parada programada para manutenção da fábrica C de Aracruz (ES), e em decorrência do menor número de dias de produção, de 91 dias contra 92 no final de 2015.

“Esses efeitos foram parcialmente compensados pela ausência da parada programada para manutenção na Unidade Jacareí”, informou a empresa.

Já o recuo no volume total comercializado de celulose pela Fibria ocorreu pela sazonalidade do período e um ambiente mais desafiador, segundo o documento. O principal mercado comprador da celulose da Fibria foi a Europa, com 46%, seguido pela Ásia, com 25%, América do Norte, 17%, e América Latina, 12%.

Ao final do primeiro trimestre de 2016, o estoque de celulose estava com 842 mil toneladas, o que corresponde a 57 dias, um aumento de 9% sobre o estoque registrado ao final do quarto trimestre de 2015, de 776 mil toneladas e 52 dias, e do início do ano passado, quando estava em 772 mil toneladas e também em 52 dias.