Esquema de pirâmide BBom tem faturamento de R$ 2 bilhões

Denunciada pelo Ministério Público Federal, empresa teria prejudicado pelo menos 1 milhão de pessoas

São Paulo – O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF/SP) estima que pelo menos um milhão de pessoas investiram na BBom e sairam prejudicadas com o negócio. A companhia, denunciada por formação de pirâmide financeira, tem faturamento 2 bilhões de reais, de acordo com o MPF.

Na última quarta-feira, o MPF denunciou cinco pessoas envolvidas no esquema de pirâmide da BBom.  Foram citados no processo  os nomes de João Francisco de Paulo, Paulo Ricardo Figueiró, Ednaldo Alves Bispo, Sérgio Luís Yamagi Tanaka e Fabiano Marculino Montarroyos.

Segundo o MPF, eles são acusados de “se associaram de forma criminosa para montar um esquema de pirâmide financeira sob o disfarce de marketing multinível, bem como pela negociação de contratos de investimento coletivo sem registro perante a autoridade competente”, disse o MPF.

Ainda de acordo com o Ministério Público Federal, os denunciados responderão pela prática de crimes contra o mercado de capitais, o sistema financeiro e a economia popular e ainda por lavagem de dinheiro.

“Os cinco denunciados trabalhavam com a emissão de contratos de investimento coletivo e assim criaram uma gigantesca pirâmide financeira”, afirmou o procurador da República Andrey Borges de Mendonça, autor da denúncia, em nota.

Segundo ele, para dar uma aparência de legalidade ao negócio, os denunciados afirmavam tratar-se de um sistema de mercado multinível, baseado na venda de rastreadores. “Mas não havia a venda efetiva de rastreadores, tratava-se de um engodo para ludibriar as vítimas”, disse Andrey.

O sistema  BBom foi criado por João Francisco de Paulo. Os outros quatro denunciados foram contratados por ele para auxiliá-lo nos negócios relacionados ao Sistema BBom. O processo foi distribuído para a 6ª Vara Federal de São Paulo.