Equipes com mulheres são mais inteligentes

Pesquisa mostra que a "sensibilidade social" é o mais importante no trabalho em equipe

São Paulo – Como diz o ditado “duas cabeças pensam mais do que uma”, mas nem sempre a inteligência individual dos integrantes de uma equipe gera o melhor resultado. Um estudo recente realizado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), em parceria com as universidades Carnegie Mellon e Union College, revelou que uma “equipe inteligente” deve ter “sensibilidade social”, ou seja, a habilidade de perceber e responder a emoções de outras pessoas – característica presente principalmente em mulheres.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores fizeram experimentos com cerca de 700 pessoas, separadas em grupos de dois a cinco integrantes. O procedimento foi feito para verificar se o sucesso da equipe em resolver problemas estaria ligado à inteligência individual, usada para realizar tarefas diversas, como enigmas visuais, jogos, negociações e análises lógicas. No fim da investigação, eles perceberam que a inteligência dos membros – medida individualmente – não implicou na performance dos grupos, nem os fez mais espertos coletivamente.

O desempenho dos grupos dominados por um só integrante “mais inteligente”, que tinham mais liberdade para tomar decisões, foi pior do que o de outros grupos com habilidades individuais menos desenvolvidas, mas cuja relação entre os membros era melhor. Assim, os estudiosos viram que os bons resultados surgem em grupos nos quais há uma coordenação eficaz e boa comunicação, qualidades comuns nas pessoas “socialmente sensíveis”.

Inteligência feminina

Não por acaso, a maioria dos grupos que se saíram melhor durante o experimento era composta por mulheres. Os pesquisadores explicam que isso ocorreu porque, em geral, o sexo feminino tem mais habilidade de lidar com emoções alheias, de se comunicar e, com isso, tem maior inteligência coletiva do que os homens. Por isso, a dica deles para obter uma boa performance de equipe é adicionar mais mulheres aos times.

Mas os times majoritariamente masculinos também têm solução. Segundo os autores, a inteligência coletiva que as mulheres têm pode ser aprendida e ensinada e os homens podem, sim, ser mais sensíveis ao trabalho em conjunto e a ferramentas de colaboração. Eles orientam os gestores a incentivarem os membros de suas equipes a expressar seus sentimentos e reagir aos outros. Além disso, também encorajam o contato visual – não apenas por e-mail ou telefone – para desenvolver um time mais esperto, bem-sucedido e sincronizado.