Para empresas, coragem define pessoas inovadoras

Mesmo assim, consultor acredita que nem sempre essa coragem é incentivada nas companhias

São Paulo – Todo ser humano tem capacidade para inovar, basta ter coragem para fazê-lo. Esta é a conclusão de um levantamento feito pela empresa de consultoria Pieracciani, especializada em gestão da inovação. Todos os anos, a consultoria se reúne com líderes das principais companhias brasileiras para debater sobre questões ligadas à inovação e, desta vez, a pergunta feita aos executivos foi “quais as características ou conhecimentos técnicos que definem pessoas inovadoras?”.

A palavra “coragem” foi a mais citada pelas 32 participantes, dentre elas, Odebrecht, Nestlé, Oi, Delphi e AmBev. A contagem de expressões foi feita por meio do Wordle, software específico para analisar discursos, que cria a imagem de acordo com a incidência de cada palavra da pesquisa. Para o diretor da Pieracciani, Valter Pieracciani, esse resultado foi muito instigante, já que muitas empresas ressaltam a coragem, mas não dão espaço para que ela se manifeste.

“Isso foi bom para mostrar que é importante mudar a cultura das empresas, não apenas transformar o discurso delas, mas as ações. É importante incentivar os erros, assumir mais riscos, incentivar a iniciativa”. Pieracciani também contesta os chamados benchmarks, referências que companhias tomam a partir de ações de outras empresas, que, muitas vezes criam um padrão limitante para a inovação.

O consultor não define inovação como um dom, tampouco como fruto da hereditariedade. Assim como os grandes empresários que responderam à pesquisa, ele concorda que é preciso coragem para desafiar as pressões da sociedade, da família, e até mesmo dos chefes, para, assim, conseguir realmente produzir algo inovador.