Empresas aéreas vão mal e preocupam governo

Para o governo, os prejuízos bilionários das empresas aéreas fazem "acender a luz amarela", relata a Folha de S. Paulo

São Paulo — Imagine o que a aconteceria se a GOL ou a TAM falisse às vésperas da Copa do Mundo de 2014? O já caótico transporte aéreo brasileiro poderia sofrer um colapso de grandes proporções. Essa possibilidade – que, felizmente, ainda parece distante – pode ser o principal motivo por que o governo vem expressando preocupação com os prejuízos bilionários registrados pelas empresas aéreas, como relata o jornal Folha de S. Paulo hoje.

Segundo a Folha, o temor de que os problemas das aéreas se agravem foi expressado pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, durante uma reunião com representantes do setor de turismo no Palácio do Planalto.

“A questão da aviação comercial também é algo que nos preocupa. Acendeu a luz amarela. Nós temos de conversar muito com aqueles moços ali, para ver o que está acontecendo, porque é uma concessão, um serviço público concedido. É o direito de ir e vir das pessoas”, teria dito Gleisi.

Juntas, TAM e GOL perderam 1,6 bilhão de reais no segundo trimestre. A TAM teve prejuízo de 928 milhões de reais e, a GOL, de 715 milhões de reais.  No balanço da GOL, Paulo Sérgio Kakinoff, presidente-executivo da empresa, põe a culpa nos alto custo do combustível e no aumento das tarifas relacionadas à operação aérea no Brasil.

A GOL revisou sua expectativa de demanda no mercado doméstico em 2012 para crescimento entre 6% e 9%, contra expectativa anterior de expansão de 7% a 10%. Além disso, a empresa reduziu sua estimativa de aumento de oferta de assentos neste ano. Em agosto, GOL e TAM anteciparam que a alta nos custos forçaria a uma elevação nos preços das passagens. No início deste mês, circulou o boato de que a GOL seria comprada pela Qatar Airways, depois negado pela empresa brasileira.