Empresa brasileira nega bactérias em carne exportada ao Chile

Autoridades chinelas emitiram um alerta nacional que suspendeu a comercialização de carne da Minerva Foods

A empresa brasileira Minerva Foods negou neste sábado (12) a presença de bactérias ou parasitas em dois lotes de carne exportados para o Chile, cujas autoridades emitiram um alerta nacional que suspendeu a comercialização depois de encontrados traços estranhos.

O ministério da Saúde chileno anunciou na quarta-feira ter descoberto “lesões compatíveis com parasitoses na carne de vaca embalada pela Minerva Foods – a segunda maior empresa de carne bovina do Brasil -, depois que um consumidor denunciou sinais similares a gordura de cor salmão na carne comprada em um supermercado de Valparaíso (centro).

A empresa brasileira rejeitou a informação em um anúncio difundido nos jornais chilenos, onde assegurou que seu produto “não apresenta bactérias, parasitas nem qualquer outro elemento que seja de risco para a saúde”.

A Minerva garantiu ainda que o bom estado do produto enviado para o Chile foi confirmado por um relatório do Ministério da Agricultura brasileiro, divulgado dois dias antes da denúncia do consumidor.

“Compreendemos a preocupação que o aspecto desta partida de carne questionada gerou, mas pode dizer que se tratou de um fato isolado. As descobertas detectadas correspondem a inflamações que normalmente resultam do processo normal de vacina do gado”, explicou a Minerva.

A empresa se comprometeu a colaborar na investigação que o Instituto de Saúde Pública (ISP) do Chile para determinar se a carne está contaminada ou não.

O Brasil é o segundo fornecedor de carne do Chile com 37.000 toneladas anuais, enquanto que o Paraguai é o primeiro exportador com 39.000 toneladas, segundo dados do governo chileno.