Embraer prevê demanda igual ou melhor em 2012

Em entrevista à Bloomberg, presidente da empresa disse que pedidos continuam mesmo em mercados onde a crise global está mais forte

São Paulo – A Embraer vai continuar com o mesmo ritmo de produção de aeronaves, ao contrário do que fez a concorrente Bombardier. Segundo presidente da empresa, Paulo César de Souza, a demanda em 2012 deve ficar em linha ou acima da registrada neste ano. “Se você olhar o nosso backlog e comparar com o da Bombardier, vai conseguir ver rapidamente qual o motivo pelo qual eles estão reduzindo a produção. Eles não estão vendendo o avião. Nós estamos”, disse ele à Bloomberg.

Embraer e Bombardier disputam o mercado de jatos regionais, com cerca de 100 assentos. Segundo Souza, a demanda percebida pela Embraer tem sido boa para um período de crise inclusive em regiões mais afetadas, como Estados Unidos e Europa.

A necessidade de renovação de frota de companhias americanas e europeias sustenta a procura por aviões da Embraer. “Claro que se o mercado estivesse com economia forte, sem essa crise, poderíamos estar vendendo mais”, disse ele.

Na quinta-feira, a companhia anunciou a venda de cinco aviões modelo E- 195 à Lufthansa, por 200 milhões de dólares. Além desses cinco pedidos, em 31 de agosto a Embraer também acertou a venda de 10 jatos E-190 à Kenya Airways. A carteira de 261 pedidos da empresa, contabilizados no fim do segundo trimestre, era avaliada em 15,8 bilhões de dólares.