Em meio a recuperação judicial, ex-OGX reverte prejuízo

A empresa concentrou esforços nos campos de Tubarão Martelo e Tubarão Azul, na Bacia de Campos, estratégia considerada um "sucesso" pela administração

Rio – Em meio a um processo de recuperação judicial, a petroleira de Eike Batista OGPar, ex-OGX, reverteu prejuízo no segundo trimestre deste ano, quando lucrou de R$ 303,4 milhões.

Entre abril a junho de 2013, a empresa havia amargado um prejuízo de R$ 4,7 bilhões. A geração de caixa, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização na sigla em inglês), continua negativo, em R$ 28,078 milhões, porém melhor que o número também negativo de R$ 1,032 bilhão registrados em igual período do ano passado.

Em carta anexada ao balanço, a administração da empresa classificou como um “sucesso” a estratégia de concentrar esforços na operação dos campos de Tubarão Martelo e Tubarão Azul, localizados na Bacia de Campos. O modelo possibilitou uma geração de caixa operacional de R$ 49 milhões. No entanto, comparado ao primeiro trimestre do ano, a produção nos dois campos caiu.

Em Tubarão Martelo, foram 869 mil barris de petróleo no segundo trimestre, ante 967 mil barris nos três primeiros meses do ano, uma redução de 10,13% . Já o campo de Tubarão Azul produziu 367 mil barris de petróleo no segundo trimestre, queda de 31,5% ante o mesmo período de 2013.

Segundo a companhia, a retração ocorreu devido à redução do número de poços produtores. O principal destaque ao longo do segundo trimestre, informa a companhia, foi a aprovação do plano de recuperação judicial e das suas controladas.

Para a companhia, a receita com a produção no campo de Tubarão Martelo somada aos novos recursos captados no plano de recuperação judicial “serão suficientes para suprir suas necessidades de caixa dos próximos seis meses”.