Em meio a crise, construtora CFL aposta no alto padrão em SC

Ao lado da CFL, está a RGK Investimentos Imobiliários, fundo dos irmãos Rafael e Guga Kuerten

São Paulo – Apostando no mercado de alto padrão, a construtora CFL está construindo um empreendimento audacioso em Florianópolis, SC.

Em meio à crise econômica do país, que atinge o setor imobiliário, ela está investindo 250 milhões de reais em um complexo que une escritórios e serviços, o Square Corporate.

Ao seu lado na empreitada, está a RGK Investimentos Imobiliários, fundo dos irmãos Rafael e Guga Kuerten, que investiu 18 milhões de reais no negócio.

Esse é o projeto mais grandioso que a construtora já fez. “Buscamos trazer algo diferente para gerar mais valor”, diz Luciano Correa, presidente da CFL.

A primeira fase da construção começou há dois anos, antes da crise econômica no Brasil, que hoje impacta o setor de construção civil. No entanto, ao apostar alto, a empresa conseguiu encontrar um nicho de mercado ainda pouco explorado.

Correa afirmou que “há uma baixa oferta de produtos nesse formato”, de alto padrão, e que a construção na região sul do país ainda é restrita.

Apesar da crise, a empresa não alterou nem o projeto nem o valor que seria investido. “O volume de negócios do mercado imobiliário diminuiu, mas o segmento de produtos com maior valor agregado é menos suscetível às taxas de desemprego e de juros”, disse ele.

A primeira fase, que estará pronta em agosto de 2016, já foi completamente comercializada. A segunda etapa, prevista para o final de 2017, já tem 70% das vendas concluídas.

A construtora CFL possui empreendimentos em Florianópolis, Caxias do Sul e Porto Alegre, todas cidades na região. Com faturamentos de 400 milhões de reais no ano passado, ela tem 280 funcionários diretos e 1.500 indiretos.

O complexo

O tamanho do projeto é impressionante: o terreno possui 154 mil metros quadrados, sendo que 70% será de mata preservada.

A aposta une espaços corporativos, em torres, com serviços como supermercados, bancos, farmácias e restaurantes, em ilhas.

Voltada para empresas de tamanhos diferentes, as torres possuem uma estrutura especial para o setor de tecnologia, que é bastante forte na região, afirma Correa.

As lojas não serão vendidas – tanto a CFL quanto o fundo RGK irão gerenciar os contratos e mix de serviços e comércio.