Definição de um propósito e engajamento são chaves para a transformação dos negócios

Durante o RH Week, evento promovido pelo Experience Club, palestrantes do Santander e McDonald’s ressaltaram valorização das pessoas dentro das empresas

 

O mundo está passando por uma grande transformação, impulsionada principalmente por aspectos digitais e, para garantir seu crescimento, as empresas devem definir de forma eficiente os seus propósitos e garantir o engajamento de sua equipe. Esse é um consenso entre a maioria das empresas participantes do RH Week, evento promovido pelo Experience Club, clube de relacionamento corporativo, que aconteceu entre os dias 21 e 22 de maio. Vanessa Lobato, VP de Recursos Humanos do Santander foi uma das palestrantes a levantar essa bandeira.

De acordo com ela, há cerca de quatro anos, o segmento de bancos passou por uma visível transformação. “Antes, as pessoas tinham que ir a uma agência bancária para pagar contas, por exemplo. Agora, isso e muito mais pode ser feito pelo celular, com apenas um clique”, diz. Mas essa mudança nos serviços mostrou também como era importante uma mudança na cultura das empresas, definindo melhor o seu propósito.

Marcelo Nóbrega, diretor de RH do McDonald’s, viu o número de consumidores das lojas da marca diminuírem de forma significativa entre os anos de 2012 e 2013 e muitas foram as estratégias para solucionar este problema: desde uma linha de lanches gourmetizados até a adoção de totens para acelerar o atendimento. “Não foi isso que fez com que voltássemos a crescer. O que fez a diferença foi a mudança de experiência oferecida aos nossos funcionários”, afirma.

Com a estratégia de aproximação da diretoria com os funcionários, o turnover da rede de fast food no Brasil caiu de 200% para 70% em pouco tempo. “Nós, da diretoria, começamos a usar nossas redes sociais pessoais para passar os comunicados aos nossos funcionários. Já tínhamos tentado diferentes ferramentas de comunicação interna sem sucesso. Mas, quando começamos a interagir diretamente com os nossos funcionários, postar isso em nossos canais e aproveitar para dar nosso recado, o engajamento aumentou significativamente”, relata.

No caso do Santander, Vanessa aponta que a empresa teve que retornar às suas origens para tirar o estigma de “empresa chata” que persegue a maioria dos bancos. Segundo ela, revisaram o grande objetivo da companhia, e determinaram que era preciso seguir três ideias sempre: simplicidade, pessoalidade e justiça. “A partir daquele momento, tivemos que ter certeza que todas as decisões se apoiassem nesses aspectos”, afirma.

O fortalecimento dessa cultura, de acordo com Vanessa, foi um dos grandes propulsores do engajamento da equipe. “Percebemos também que não dá para enfrentar os problemas mais difíceis se não tivemos diversidade. Para isso, então, seguimos quatro pilares: raça, liderança de mulheres, deficiência e formação. Nessa última, valorizamos pessoas de diferentes áreas, que não são necessariamente de administração ou economia. Agora, também temos colaboradores que são designers de games e especialistas em UX. O que importa é seu engajamento para garantir o crescimento da empresa”, diz.