Por meio de economia circular, Gerando Falcões pretende gerar renda em favelas de todo o Brasil

 

O Gerando Falcões, fundada pelo o empreendedor social Edu Lyra, iniciou neste ano seu processo de expansão com modelo de rede, similar ao de franquias sociais e além de contar com três unidades no Brasil, sendo elas Vila Prudente e Poá, no Estado de São Paulo e Maceió no Estado de Alagoas, possui metas de ampliar ainda mais seu crescimento dentro das favelas do Brasil.

Com a nova meta de expansão, surgiram também novos desafios. Como a autossustentabilidade do negócio. Para ativar esse pilar, a ONG resolveu apostar em economia circular e irá acelerar negócios sociais com geração de renda, que garanta não somente a sustentabilidade da ONG, como também a circulação de economia nas próprias comunidades. E uma das primeiras apostas será o lançamento de bazares ambulantes .

Tendo uma meta de 10 edições em todo o País durante o ano de 2019, as edições não terão locais fixos e, acontecerão em favelas que o Gerando Falcões está presente. “A ideia é gerar novas formas de captar recursos neste momento de expansão do projeto. E criar formas para que as novas unidades possam se autossustentar”, explica Edu Lyra, fundador do projeto. Ele explica que a gestão será independente, com CNPJ próprio, vendendo doações feitas por pessoas físicas, empresas e marcas.

Algumas marcas já assinaram a parceria para o Bazar, entre elas a Arezzo, Carmen Steffens, Cavalera, Polo Wear e Tip Top. “Estamos buscando mais empresas, de segmentos diversos, além de pessoas físicas com generosos corações, para nos auxiliar nessas doações. Estamos solicitando doações de tudo: roupas, tênis, móveis usados, aparelhos eletrodomésticos, bicicleta, brinquedo, celular, computador…”,  diz Lyra. Uma parceria com a RV Ímola também vai permitir retirar o material nos endereços indicados pelos doadores.

Para a realização dos bazares, a comunidade se envolve desde a organização. Muitas mães de crianças que fazem os cursos da ONG ajudam a etiquetar tudo, separar as roupas e preparar o bazar. E o resultado vai além do lucro com as vendas: “Os moradores da favela vão conseguir comprar roupas bacanas, para serem usadas em entrevistas de emprego, presentes de natal, roupas para festas, que não teriam acesso se compradas nas lojas”, explica Lyra.

A expectativa é de arrecadar 1 milhão de reais com as dez edições do Bazar de 2019. A agenda será divulgada no começo do ano, mas os locais já estão definidos: comunidades com presença da Gerando Falcões e filiais da ONG, que estão sendo inauguradas neste ano. A primeira edição já está agendada para dezembro de 2018, na periferia de Poá (SP).