4 dicas para quem quer ser um cuidador

Entre 2007 e 2017, os cuidadores de idosos cresceram quase 550%, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego

A profissão de cuidador de idosos está ganhando cada vez mais espaço no mercado. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, entre 2007 e 2017, a ocupação passou de 5.263 para 34.051 profissionais empregados — um aumento expressivo de quase 550%. Isso pode ser um reflexo do crescimento da população idosa. De acordo com IBGE, a projeção é que o número de pessoas com mais de 60 anos chegue a 40 milhões em 2030.

Para ajudar quem está pensando em investir na profissão de cuidador, Patrícia Gomes, supervisora pedagógica do CEBRAC, Centro Brasileiro de Cursos, dá algumas dicas. Confira abaixo!

Invista na profissionalização

Por onde eu começo? Essa é uma pergunta muito comum entre os interessados na profissão de cuidador. Quem deseja investir na área precisa atender às necessidades dos pacientes que envolvem cuidados físicos e psíquicos, além de desenvolver atividades recreativas com o objetivo de cuidar melhor das pessoas. Por isso, é recomendado que o profissional busque conteúdos que possam fornecer as ferramentas necessárias para esse trabalho.

“O curso de cuidador do CEBRAC contempla em suas aulas todos os conhecimentos sobre a profissão, noções de enfermagem, saúde e seus cuidados e atividades físicas”, diz a supervisora. A instituição também proporciona práticas assistidas, que são atividades extracurriculares, realizadas em entidades sociais direcionadas às pessoas dependentes de atenção especial.

Fique atento à contratação

Quando for procurar um trabalho, o cuidador também tem que estar atento aos seus direitos. “Como a profissão ainda não está regulamentada, o erro mais comum do empregador é não realizar um contrato formal. É preciso detalhar as atividades e funções, bem como a jornada de trabalho”, diz Patrícia.

Seja consciente de suas responsabilidades

Cuidar da higiene, alimentação, saúde, bem-estar das pessoas dependentes é uma das principais funções do cuidador. No entanto, suas tarefas vão além disso. É necessário também ficar atento aos aspectos que cabem ao relacionamento interpessoal, segurança domiciliar, prevenção da violência e maus-tratos, cuidados com administração de medicamentos e preocupação com o quarto do paciente. “A empatia para entender as necessidades deles também não pode faltar”, afirma a supervisora.

Cuidador não é só de idosos!

No CEBRAC, o curso de cuidador é voltado não só para o atendimento ao idoso, mas também para capacitar profissionais a lidar com crianças e pessoas com necessidades especiais, visando melhorar seu bem-estar físico, psíquico, social, legal e cultural.