Ebitda da CPFL Renováveis teria crescido no 2º trimestre

Mas a empresa teve uma baixa de intangível de três projetos de Pequenas Centrais hidrelétricas, no valor de R$ 16,2 milhões, que afetou os resultados

São Paulo – Uma baixa de intangível de três projetos de Pequenas Centrais hidrelétricas, no valor de R$ 16,2 milhões, afetou os resultados da CPFL Renováveis no segundo trimestre deste ano, destacou a diretora financeira da companhia, Cyntia Hobbs. “Descontando os efeitos dessa baixa, o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teria crescido 13,4%”, disse, durante teleconferência sobre os resultados trimestrais. Conforme explicou a companhia, a baixa se deve à incerteza sobre o desenvolvimento dos projetos.

A geradora de energia renovável anotou um crescimento de 5,7% no Ebitda, que somou R$ 223 milhões no segundo trimestre deste ano. Já o resultado líquido caiu 16,4%, para R$ 71,78 milhões no mesmo período.

Também presente na teleconferência, o presidente da companhia, Gustavo Sousa, destacou que a integração com a nova controladora, a chinesa State Grid, foi “bastante harmônica”, marcada pela chegada de alguns executivos do grupo na diretoria executiva e no conselho de administração da empresa. “Começamos a estruturar um processo de compartilhamento de conhecimento e busca das melhores práticas”, comentou Sousa, ao ser questionado sobre o processo.

O executivo não respondeu a pergunta sobre o processo em andamento de oferta pública de aquisição (OPA) de ações, no âmbito da mudança de controle. “Essa é uma decisão do controlador e demais acionistas, não cabe julgamento da companhia quanto a esse processo”, justificou.