Dono do Spoleto vende Domino’s para fundo Vinci

Domino’s tem cerca de 220 unidades no país, e está sob comando do Trigo desde 2004. Em 2017, faturou 330 mi de reais, e no 1º semestre cresceu cerca de 30%

O Grupo Trigo, dono dos restaurantes Spoleto, anunciou nesta sexta-feira a seus funcionários e franqueados que fechou a venda da operação brasileira da rede de pizzarias americana Domino’s para o fundo de investimentos Vinci Partners. O negócio foi fechado em estimados 300 milhões de reais.

A compra foi antecipada em junho pela revista VEJA, mas, segundo Mario Chady, sócio do Trigo, só foi definida agora. Uma série de possibilidades foram analisadas nos últimos dois anos. Uma delas era um aporte que permitisse à Domino’s crescer com lojas próprias no maior mercado do país, o estado de São Paulo. Mas a oferta da Vinci prevaleceu e o negócio deve ser vaticinado nos próximos dias.

A Domino’s tem cerca de 220 unidades no Brasil, e está sob comando do Trigo desde 2004. Ano passado, faturou 330 milhões de reais, e no primeiro semestre cresceu cerca de 30%. Nas últimas semanas, Chady e seus sócios se dedicaram a detalhes burocráticos, como separar a operação da Domino’s numa nova empresa, separada do Trigo. Para isso, construíram uma nova fábrica de massas, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo — até então, as massas eram feitas na fábrica que também atende o Spoleto, em Volta Redonda.

Nascida nos Estados Unidos, em 1960, a Domino’s é a maior rede de pizzarias do mundo, com mais de 15 mil lojas em 83 países. Nos últimos anos, aproveitou a crise para crescer no Brasil, com lojas simples que priorizam o delivery (um nicho de mercado enorme e pulverizado nas grandes cidades do país). A entrega de comida em casa cresceu 11% em 2016 no Brasil, impulsionada pela queda no poder de compra da população e pelo surgimento de novos serviços e aplicativos que facilitam a vida de quem quer pedir comida em casa.

Nos EUA, 60% dos pedidos são feitos online. O investimento em tecnologia impulsionou os resultados e o valor de mercado da companhia. As ações quadruplicaram de valor nos últimos cinco anos, para um valor de mercado de 11 bilhões de dólares.

Com a venda da Domino’s o Trigo deve se concentrar na expansão do Spoleto nos Estados Unidos, onde já tem seis lojas, e de novas marcas no Brasil. A empresa é dona também da rede de comida japonesa Koni, mas a aposta está em duas marcas novas. A Le Bon Ton, de comida francesa, tem, segundo Chady, potencial de chegar a até 400 unidades no Brasil, com foco para praças de alimentação. A Gurumê, de cozinha oriental, pode chegar, segundo o empresário, a 25 unidades. O Grupo Trigo deve faturar 1,2 bilhão de reais este ano no Brasil.

O plano de abrir pelo menos 150 pizzaria Domino’s no estado de São Paulo e de ganhar ainda mais terreno no Brasil vai ficar para a Vinci. O fundo conduziu, nos últimos anos, a bem sucedida expansão da rede de lanchonetes Burger King. Agora, tem o desafio de fazer outra rede tipicamente americana cair no gosto dos brasileiros.

Dono do Spoleto vende Domino’s para fundo Vinci

A Domino’s tem cerca de 220 unidades no Brasil, e está sob comando do Trigo desde 2004. Ano passado, faturou 330 milhões de reais, e no primeiro semestre cresceu cerca de 30%

O Grupo Trigo, dono dos restaurantes Spoleto, anunciou nesta sexta-feira a seus funcionários e franqueados que fechou a venda da operação brasileira da rede de pizzarias americana Domino’s para o fundo de investimentos Vinci. O negócio foi fechado em estimados 300 milhões de reais.

A compra foi antecipada em junho pela revista VEJA, mas, segundo Mario Chady, sócio do Trigo, só foi definida agora. Uma série de possibilidades foram analisadas nos últimos dois anos. Uma delas era um aporte que permitisse à Domino’s crescer com lojas próprias no maior mercado do país, o estado de São Paulo. Mas a oferta da Vinci prevaleceu e o negócio deve ser vaticinado nos próximos dias.

A Domino’s tem cerca de 220 unidades no Brasil, e está sob comando do Trigo desde 2004. Ano passado, faturou 330 milhões de reais, e no primeiro semestre cresceu cerca de 30%. Nas últimas semanas, Chady e seus sócios se dedicaram a detalhes burocráticos, como separar a operação da Domino’s numa nova empresa, separada do Trigo. Para isso, construíram uma nova fábrica de massas, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo — até então, as massas eram feitas na fábrica que também atende o Spoleto, em Volta Redonda.

Nascida nos Estados Unidos, em 1960, a Domino’s é a maior rede de pizzarias do mundo, com mais de 15 mil lojas em 83 países. Nos últimos anos, aproveitou a crise para crescer no Brasil, com lojas simples que priorizam o delivery (um nicho de mercado enorme e pulverizado nas grandes cidades do país). A entrega de comida em casa cresceu 11% em 2016 no Brasil, impulsionada pela queda no poder de compra da população e pelo surgimento de novos serviços e aplicativos que facilitam a vida de quem quer pedir comida em casa.

Nos EUA, 60% dos pedidos são feitos online. O investimento em tecnologia impulsionou os resultados e o valor de mercado da companhia. As ações quadruplicaram de valor nos últimos cinco anos, para um valor de mercado de 11 bilhões de dólares.

Com a venda da Domino’s o Trigo deve se concentrar na expansão do Spoleto nos Estados Unidos, onde já tem seis lojas, e de novas marcas no Brasil. A empresa é dona também da rede de comida japonesa Koni, mas a aposta está em duas marcas novas. A Le Bon Ton, de comida francesa, tem, segundo Chady, potencial de chegar a até 400 unidades no Brasil, com foco para praças de alimentação. A Gurumê, de cozinha oriental, pode chegar, segundo o empresário, a 25 unidades. O Grupo Trigo deve faturar 1,2 bilhão de reais este ano no Brasil.

O plano de abrir pelo menos 150 pizzaria Domino’s no estado de São Paulo e de ganhar ainda mais terreno no Brasil vai ficar para a Vinci. O fundo conduziu, nos últimos anos, a bem sucedida expansão da rede de lanchonetes Burger King. Agora, tem o desafio de fazer outra rede tipicamente americana cair no gosto dos brasileiros.