Dívida deixa estádio do Guarani sem energia elétrica

Energia foi cortada pela Companhia de Força e Luz (CPFL) e até o início da noite não estava restabelecida

Campinas – O Guarani busca uma luz no fim do túnel para a crise financeira que o assola há alguns anos. Mas o Estádio Brinco de Ouro, literalmente, ficou às escuras, nesta quinta-feira, porque teve sua energia elétrica cortada. O fato constrangedor foi contornado e, com ele, um pacote de medidas que visa até o final da semana acertar os salários dos funcionários e prestadores de serviços e de alguns jogadores.

Sobre a conta de energia, o que teria ocorrido, segundo a administração, é que tem sido paga sempre com um mês de atraso. E o último pagamento ocorreu na terça-feira, véspera do feriado. O corte foi feito por volta das 8h30, meia hora antes do início do expediente administrativo do clube.

A energia foi cortada pela Companhia de Força e Luz (CPFL) e até o início da noite não estava restabelecida. Até uma reunião entre o presidente Álvaro Negrão, o diretor Rogério Giardini e o gerente Luiz Simplício, curiosamente, foi realizada dentro do carro do presidente.

Mas esta escuridão parece ter servido de alerta para a direção do clube, que prometeu pagar quatro meses de salários de funcionários e também quitar os débitos com vários prestadores de serviços. O presidente Álvaro Negrão não revelou os valores envolvidos e nem de onde estaria vindo a receita.

“Temos contado com a colaboração de alguns parceiros e, aos poucos, vamos estabilizar esta situação administrativa para que não atrapalhe no futebol”, explicou.

Em termos de futebol, após a apresentação do técnico Márcio Fernandes, o diretor de futebol Rogério Giardini confirmou o acerto com o goleiro Douglas, de 33 anos, que subiu com o time na Série B de 2009. A princípio apenas para o Paulistão. Douglas atualmente defende o Khazar, do Azerbaijão, e teria o desejo de retornar ao Brasil, principalmente ao clube em que fez sucesso.