Filhos X Carreira: especialista destaca mudanças no cenário brasileiro

No cenário internacional, desde 2015 quando a licença parental compartilhada foi introduzida na Suécia e no Reino Unido, as empresas cada vez mais estimulam homens e mulheres a compartilharem o cuidado com os filhos, entendendo a necessidade da presença paterna e materna no crescimento deste novo indivíduo. Por muito tempo, a política de trabalho reforçou a ideia de que o cuidado das crianças era um domínio da mulher. Agora, a legislação diz que os pais podem e devem compartilhar a carga, atribuindo ao emocional dos profissionais o fortalecimento da estrutura familiar e o desenvolvimento da sociedade como a principal motivação para esta mudança.

Pesquisadores suecos descobriram que quando as mães assumiam a maior parte dos cuidados infantis no primeiro ano, era mais provável que o relacionamento se rompesse. A pesquisa também trouxe questionamentos sobre a responsabilidade dos empregadores, que são os principais responsáveis por medidas de prevenção a família e por estimularem os homens a entenderem a sua importância na criação de seus filhos.

No Brasil, a licença parental ainda tem uma mudança lenta, mas algumas importantes mudanças aconteceram neste cenário. Após o nascimento dos filhos a Constituição Federal brasileira garante que os pais possam ficar cinco dias para acompanhar o bebê. Algumas empresas, porém, acreditam que este tempo é insuficiente e recorrem a um benefício fiscal concedido pela Receita Federal para estender este convívio para 20 dias.

É o caso da Boehringer Ingelheim, empresa alemã com filial no Brasil que aderiu ao programa. Desde janeiro de 2018, enquanto o pai cuida de seu filho o empregador pode deduzir do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) o total da remuneração paga ao empregador no período. Mais de 21 mil empresas no Brasil já integram o programa. A visionária IBM, por outro lado, ainda em 2017 aumentou o prazo para 30 dias. “Os pais retornam mudados com a nova experiência”, declarou o diretor de recursos humanos da gigante.

Para as profissionais mulheres que desejam ser mães, mas ainda estão em conflito sobre os prejuízos na carreira, o planejamento é fundamental. Muitas mulheres deixam de ser mães por este motivo, o que é uma perda desastrosa para a economia, conforme aponta especialistas do mercado. O setor infantil representa 50 bilhões do faturamento, sem somar o turismo, o entretenimento e outros setores correlatos. Outro prejuízo é a mão de obra que envelhece, sem falar na inovação e na pesquisa que perdem novos gênios a cada ano.

Segundo o IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os lares brasileiros chefiados por mulheres cresceu entre 23% a 40% nos últimos anos. Entre os casais com filhos, o número de mulheres chefes passou de 1 milhão, em 2001, para 6,8 milhões, em 2015, alta de 551%. Já no caso dos casais sem filhos, o crescimento foi ainda maior, de 339 mil para 3,1 milhões, salto de 822%. Os dados são baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. O conceito de chefia usado é o que o instituto oficial chama de pessoa de referência. Joyce Salomão diretora artística e fundadora da Sabre de Luz Produções Culturais em São Paulo é casada com Cristiano Salomão que é cofundador da empresa e seu parceiro na vida pessoal, o casal tem dois filhos (Samuel de 15 anos e Sara de 6), e após o nascimento da segunda filha, reestruturaram a forma organizacional para que ambos pudessem exercer as funções profissionais e estarem presentes no acompanhamento dos filhos: “Foi um salto qualitativo esta mudança, que gerou segurança para nós e para eles. Trata-se de administrar o tempo. É incontestável o que estamos fazendo por aqui, as crianças terem ambos os pais envolvidos com as suas questões diárias, tarefas escolares e processos do desenvolvimento, não tem preço. E nós nos apoiamos na evolução individual, alcançando objetivos lado a lado. Este suporte ajuda a todos”.

Para Neiva Gonçalves, diretora de carreira da Success People — empresa de desenvolvimento e gestão de pessoas localizada em São Paulo —, as mulheres necessitam se planejar e entender os dilemas entre carreira e maternidade: “Muitas executivas mães e possíveis mães têm nos procurado em busca de orientação para este momento de transição. Elencar os principais objetivos, empreender em uma nova área ou em um novo negócio, entender suas necessidades básicas, financeiras e de logística, e identificar os desejos do momento auxilia na dedicação de ambas tarefas. Trata-se de planejamento”.  Neiva Gonçalves, é psicóloga especializada em carreira, atendendo em todo o território nacional. Fundadora da Success People, mãe do Lucca de 5 anos e apresentadora de um canal no YouTube: Carreira e Sucesso, onde dá dicas sobre recolocação profissional, como pedir aumento de salário e outros desafios do mercado de trabalho.

Para conhecer a empresa acesse: www.successpeople.com.br

Website: http://www.successpeople.com.br