US$ 3,7 trilhões no mundo, US$ 39 bilhões no Brasil: tecnologia move investimentos e gera economia

A tecnologia é um dos principais alicerces do crescimento de negócios das mais diversas áreas. O dado é do Gartner, em estudo que aponta que a adoção de tecnologias que agreguem agilidade e inteligência às operações deverá crescer em ritmo acelerado até 2020. Só em 2018, tais investimentos movimentarão US$ 3,7 trilhões, 4,5% a mais do que em 2017.

Ainda segundo a consultoria global, nos próximos dois anos, a expansão dos negócios será prioridade na estratégia de 58% dos CEO, e, para tanto, a Transformação Digital terá de passar pelo alinhamento da tecnologia às estratégias e pelo estudo das melhores formas de aderir aos recursos de automação, digitalização e demais facilidades da TI, sem onerar os orçamentos. Muito antes, ao contrário: a meta é gerar economia.

Especialistas brasileiros analisam as tendências com os olhos voltados a um mercado que representava, já em 2016, 2,1% do PIB brasileiro e 1,9% do total de investimentos corporativos no país, movimentando um total de US$ 39,6 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e International Data Corporation (IDC).

Já no ranking de investimentos em tecnologia na América Latina, o país está em 1º lugar, com mais de 36,5% dos investimentos (foram US$ 38,5 bilhões há 2 anos, cifra que aumentou muito de lá para cá, embora o consolidado de 2017 ainda não tenha sido fechado pela ABES).

O diretor de TI da LM Informática, Kdu Menezes, avalia que o crescimento dos investimentos se dá porque a TI, sendo peça chave do negócio, pode trazer redução de custo, ganho de produtividade e competitividade às empresas.

“Há soluções e recursos disponíveis no mercado que podem alavancar, inclusive, a receita das companhias. É mandatório que os gestores estejam atentos às opções, e decidam pela adoção das que mais se adequam a seus negócios, visando construir estratégias realmente impulsionadoras”, avalia o especialista.
Para fazer dos investimentos em tecnologia reais ganhos corporativos, o executivo lista alguns passos a seguir. Segundo ele, é preciso alinhar TI à economia e, com isso, gerar estratégias mais focadas no crescimento contínuo.

Dica 1. Aposte na terceirização
O gerenciamento de infraestrutura de TI, por exemplo, pode gerar custos altos se for feito por equipes internas, demandando muito tempo dos profissionais e desfoque de sua atenção em relação ao core business das empresas. Outsourcing nesta área pode gerar economia de até 90% nos orçamentos.

Dica 2. Gestão correta da impressão
Esse é outro segmento em que o “dentro de casa” pode gerar muitas perdas desnecessárias, tanto de tempo, quanto de pessoal e dinheiro. Empresas especializadas fornecem pacotes com impressoras e suprimentos, onde ao cliente caberá somente a reposição de folhas. É um investimento em serviço que compensa já no curto prazo, podendo representar economia mensal de até 10%.

Dica 3. Locação de estações de trabalho
É também um assunto que merece toda atenção do Gestor de TI. Se investido como patrimônio demandará custo de imobilizado, além da necessidade que a equipe interna zele seu perfeito funcionamento. Tais fatos, também, onerarão profissionais que poderiam estar cuidando de uma TI mais estratégica. Terceirizados, tais investimentos podem ser alocados em peças chave do negócio da empresa, custando menos e trazendo mais retorno.

Dica 4. Rotinas de backup
A atividade e a gestão de domínios e serviços de internet também são pauta do CIO. Terceirizar tais serviços com fornecedores capacitados garante não somente redução de custos, mas também ganho de especialização e atualização constante, além de foco total no parque e sistemas geridos.

Dica 5. Outras áreas do negócio podem ser terceirizadas
Cabeamento estruturado, arquivos, instalação e gerenciamento de monitoramento e segurança em circuitos CFTV, entre outros. O ponto é o mesmo: contratar um fornecedor especializado em cada um destes recursos para executar o serviço de forma focada, atualizada, sem perda de tempo do capital humano interno com funções operacionais. O ganho se traduz em equipes liberadas para pensar a estratégia de negócio, e, consequentemente, mais competitividade.