Taxa de importação de aço e alumínio nos EUA aguarda negociações

No início deste mês, o governo brasileiro informou que os Estados Unidos decidiram impor medidas restritivas para o aço e alumínio importados do Brasil. Isso se deu após a interrupção das negociações entre os países, por conta das novas taxas para a importação criadas pelo presidente Donald Trump. O país passou a cobrar uma sobretaxa de 25% para o aço e de 10% para o alumínio. A medida havia aberto exceção apenas para o Canadá e para o México, membros do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que garante vantagens comerciais a esses países. O anúncio gerou a revolta de vários países, que entraram em um processo de negociação. O Brasil conseguiu uma isenção temporária e afirma que caso as negociações não sejam retomadas, tomará as medidas cabíveis.

Segundo o presidente Donald Trump, a decisão tem por objetivo acabar com práticas comerciais injustas, preservar a segurança nacional e fortalecer a indústria siderúrgica americana. Em nota, logo após o decreto, os Ministros das Relações Exteriores e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Aloysio Nunes e Marcos Jorge, respectivamente, além de demonstrarem preocupação, disseram recorrer às ações, inclusive por conta de as medidas restritivas às importações de aço e alumínio estarem incompatíveis com as obrigações dos EUA, que devem ser norteadas pela Organização Mundial de Comércio.

Após pressão de alguns países, a potência norte-americana decidiu excluir o Brasil das taxações sobre aço e alumínio, bem como a União Europeia, Coreia do Sul, Argentina e Austrália, antes da medida entrar em vigor. A isenção concedida foi temporária, para que os países pudessem entrar em um acordo. Sobretudo, no início do mês, os Estados Unidos decidiram interromper as negociações e impor medidas restritivas, mas no caso do Brasil, até que as tratativas sejam cessadas, a isenção foi estendida por tempo indeterminado.

A Casa Branca ofereceu duas opções: sobretaxa ou quotas de exportação. O setor de alumínio indicou preferência pela sobretaxa, enquanto o aço pelas quotas. O governo brasileiro apontou que pretende continuar com as negociações, de forma a beneficiar ambos os países e que caso não entrem em um acordo, medidas serão adotadas contra as restrições impostas.

A cobrança dessas taxas é muito prejudicial para o Brasil. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o prejuízo seria em cerca de R$ 470 milhões, só nas exportações de alumínio. O metal é utilizado na indústria para a fabricação de diferentes produtos, aqui e no exterior, como latas de cerveja, carros, aeronaves e também no ramo da construção. A Sales Metal , com mais de 30 anos de experiência na fabricação de esquadrias de alumínio , reforça, por exemplo, que a procura pelo material tem sido grande, por conta das vantagens que ele apresenta. “Questões como a durabilidade, resistência e design ganharam importância e têm sido determinantes no momento da escolha dos clientes para a instalação de portas, janelas e portões”, conta. Segundo o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, a medida é prejudicial para todos, inclusive para os EUA, uma vez que o comércio de todo o mundo ficará comprometido, além do aumento das tarifas sobre os produtos que utilizam de aço e alumínio em sua composição.

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