Tatuagem cresce 24,1% nos últimos anos e tema geek é um dos mais populares

Com as mudanças atuais, o preconceito com a tatuagem diminui cada vez mais e o segmento cresce dois dígitos por ano mesmo durante a crise. De acordo com um estudo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) feito entre janeiro de 2016 e 2017, houve um aumento de 24,1% no número de estúdios abertos em todo o país.

Com diversos temas que não eram solicitados pelos clientes, um dos que mais se popularizam dentro do ramo são os pedidos por ícones do mundo geek como super-heróis de quadrinhos, desenhos japoneses e protagonistas de franquias de videogame.

Com o advento da internet e a globalização, as pessoas em geral conheceram a cultura da tatuagem sob um olhar mais brando e reagiram a isso começando a se tatuar pelos diversos símbolos que fazem parte este universo.

Com um maior número de pessoas se tatuando, o fluxo de trabalho dos tatuadores em geral cresceu, aumentando o números de profissionais na área e fazendo com que os tatuadores se especializassem cada vez mais para dar vazão a uma indústria que cresce de maneira vertiginosa há algum tempo.

Mudanças digitais

O fato de toda essa explosão de referências e pedidos acontecer na era digital facilita tanto para o tatuador quanto para o tatuado “Hoje em dia podemos obter livros de referências, ver trabalhos de outros tatuadores, entender sobre funcionamento de máquinas e afins com poucos cliques. No passado era muito difícil para os tatuadores terem fácil acesso a toda essa informação”, comenta Mário Espolaor do Estúdio Ink a Holics Tattoo Crew da cidade de São Paulo.

A tatuagem agora passa bem longe de ser algo exclusivo de camadas subservientes e pode representar qualquer coisa para qualquer um. Desde pertencimento a um grupo, objetivo atingido, época da vida, espiritualidade ou até mesmo um gosto apenas estético. Ajudando a explicar um pouco do seu crescimento dentro de um país que se esforça para sair da crise.

Além disso, fato da sociedade estar cada mais familiarizada com pessoas tatuadas implica na aceitação maior das mesmas no mercado de trabalho. Um exemplo, é o artigo 482 da CLT (Consolidação das leis do trabalho) que diz que se tatuar ou ter tatuagem não é motivo para demissão.

“É evidente a diferença do público que recebíamos no estúdio há dez anos quando eu comecei a tatuar e os clientes que atendemos atualmente. Hoje em dia, alcançamos pessoas de diferentes idades, classes sociais e até profissões onde tatuagens não eram bem-vistas, como policiais, advogados e médicos“ disse a tatuadora Monica Motta, uma das proprietárias do estúdio Malk Kustom Tattoo em Sertãozinho, interior de São Paulo 

Em concordância com o artista, Espolaor complementa dizendo que “para os clientes ficou mais fácil também. Eles têm uma ampla gama de tatuadores a escolha e podem checar o trabalho ou até mesmo a história de todos pela internet”

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