Segundo informações, smartphones impulsionam crescimento da internet no Brasil

Houve um crescimento considerável no uso de internet em todo o Brasil, e a maior parte disso se deve aos smartphones e dispositivos móveis. É isso o que afirma a pesquisa TIC Domicílios 2016, elaborada pelo Cetic.br.

Com isso, uma maior parte da população passa a ter condições de estar conectado à internet, o que é uma tendência global para o futuro.

Dados obtidos na pesquisa

Em 2016, o número total de casas com conexões móveis era de 9,3 milhões, ao passo que em 2012, esse número era de apenas 5 milhões, ou seja, um aumento de 86%.

No total, 54% de todas as casas e 61% das pessoas com mais de 10 anos de idade já possuem acesso à conexões móveis.

Entre os usuários, 43% usavam apenas o celular para entrar na internet, número que era de apenas 20% em 2014. O número de pessoas que usa apenas o computador para o acesso é de 6%, bem menor. O restante das pessoas acessam tanto pelos computadores quanto pelos dispositivos móveis.

A maior parte dos que acessam a internet apenas pelo celular são pessoas jovens, que moram em cidades rurais e possuem condições financeiras mais baixas. Enquanto isso, quem usa ambos dispositivos vive em centros urbanos, possui melhores condições financeiras e idade mais avançada.

Para a obtenção desses dados, foram ouvidas 23.751 pessoas, com mais de 10 anos de idade, em 350 cidades espalhadas por todo o Brasil.

Ao mesmo tempo em que o uso dos dispositivos móveis ajuda na popularização da internet, o uso exclusivo desses aparelhos limita o usuário à não realização de algumas atividades importantes, como criação de conteúdo, programação e demais aplicações menos sofisticadas, de acordo com a opinião de Alexandre Barbosa, coordenador do Cetic.br.

Banda larga fixa e redes móveis

Pela primeira vez em toda a história das pesquisas, os acessos através de banda larga fixa ficaram estáveis, já que foram usadas por 23 milhões de residências, quase 25% de todo o Brasil.

Mesmo entre quem usa o celular, a preferência é pelo Wi-Fi ao invés das redes móveis, como 3G ou 4G, já que estas demandam recargas ou a contratação de planos para o aparelho. De acordo com Winston Oyadomari, coordenador da pesquisa, o Wi-Fi é uma alternativa de acessar à internet que é mais barata ao consumidor.

Entre as classes D e E, aproximadamente 30% dos usuários usa apenas o Wi-Fi, número que diminui para 9% quando se trata de pessoas da classe A. 42% das crianças de 10 a 15 anos também só usa o Wi-Fi.

Como o uso da internet fixa ficou estável e da internet móvel aumentou, então a disponibilidade de internet para pessoas de classes mais pobres (D e E) também aumentou: pulou de 16% para 23% das residências e de 30% para 35% dos usuários no Norte do país, onde a conexão fixa encontra dificuldades de se estabelecer.

49% das pessoas das classes D e E acessam a internet exclusivamente por redes móveis, enquanto 47% da região Norte também utiliza apenas essas redes. De acordo com Oyadomari, “o cenário é de desigualdade”.

Em todo o país, 14% das pessoas acessam à internet sem terem computador e 18% dos dispositivos conectados utilizam o Wi-Fi de outras pessoas, como dos vizinhos, principalmente na região Nordeste e em áreas rurais.

Alexandre Barbosa ressalta que quem utiliza a internet o faz praticamente todos os dias.

Preço da internet fixa ainda é um problema

Em casas que não contam com internet fixa, o maior problema é o seu alto preço. 57% das residências apontam este como um dos motivos, ao passo que 26% delas dizem que o custo é o principal fator impeditivo.

Conforme o coordenador do Cetic.br, o preço da conexão é uma questão importante de política pública. Ele também aponta que passa a haver uma saturação da capacidade de crescimento das redes fixas nas regiões Sudeste e Sul. Barbosa informa que o preço e os impostos são condições que precisam ser alteradas.

Atividades realizadas na internet

89% das pessoas que participaram da pesquisa dizem que utilizam a internet para envio de mensagens instantâneas, como é feito pelo WhatsApp exemplo. 78% afirmam utilizar redes sociais. Tais proporções são compatíveis com o que foi visto no ano de 2015.

Os hábitos das pessoas que moram em centros urbanos e rurais são diferentes: 70% do primeiro grupo diz que assistir a vídeos e séries pela internet, ao passo que o número cai para 56% na população rural.

A divulgação e venda de produtos e serviços também aumentou em 2016. Os vendedores passaram de 7% a 17%, de 2012 a 2016, ao passo que os compradores foram de 31% para 37% ao curso de 5 anos. No ano de 2016, houve um pequeno crescimento, dentro da margem de erro, dos vendedores.

Com todo esse crescimento dos acessos, é importante que os usuários se assegurem da velocidade de sua conexão de internet. O MinhaConexão é um site que oferece gratuitamente um teste de velocidade, permitindo confirmar se está realmente recebendo a velocidade de Internet que foi contratada.