Segundo BCG, Brasil recebeu R$ 74 mi de investimento em tecnologia da educação

O sistema de educação no Brasil, é um dos principais pilares para o desenvolvimento social. Atualmente têm tido um crescimento considerável em comparação ao ano de 2004. Em termos, houve um crescimento relevante na matrícula infantil, de 0 a 3 anos e de 4 e 5 anos. Segundo o Ministério da Educação (MEC), no ano 2.000, haviam 5.338.196 matrículas. Já em 2012, o número subiu para 7.295.512.

Em 2015, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou um documento análise, Síntese de Indicadores Sociais (SIS), sobre as condições da vida e população brasileira em 2015. Nestes documentos, foram documentados informativos sobre educação, trabalho, família, rendimento, entre outros.

Em 2014, o aumento do acesso à educação infantil, de 4 a 5 anos de idade, foi de 82,7%, em comparação ao ano 2004, o acesso era de 61,5%.

A obrigatoriedade da educação infantil representou um ciclo para o avanço e desenvolvimento do ensino a crianças a partir de 4 anos de idade. Estes passos, foram cruciais para o aprendizado e percepção mental da criança.

Em contrapartida, em 2014, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), uma organização internacional gerenciada por 34 Países, gerenciam-se em comparar políticas econômicas, entre eles o Brasil. O OCDE, divulgou um relatório evidenciando o quanto o Governo brasileiro gastou em educação, cerca de 19%, total de investimento público de 2011 até 2014. O Brasil ficou abaixo a Países desenvolvidos (13%). O valores gastos com cada aluno foram de US$ 2.985, já a média dos Países desenvolvidos da Organização, foram de US$ 8.952. O Brasil obteve o segundo valor mais baixo, em comparação aos Países da Organização. De acordo com este relatório, o maior investimento em educação, é dos Estados Unidos, com um investimento de US$ 15 mil, por aluno. Juntamente com demais Países como Holanda, Bélgica e Áustria.

Todos estes investimentos refletem no desenvolvimento social de cada cidadão. Em 2011, um levantamento realizado pelo Boston Consulting Group (BCG), os investimentos obtidos por empresas privadas chegaram a mais de R$ 74 milhões no Brasil, valor focado para o desenvolvimento em tecnologia para educação. Diante a América do Sul, o Brasil lidera este tipo de investimento. Porém, o Brasil obteve apenas 1,6% de todo o investimento privado realizado internacionalmente neste período. O investimento privado em educação tem evoluído de 32% ao ano mundialmente, ultrapassando de 1,5 bilhão para U$ 4,5 bilhões, em 2015. Estes valores são concentrados em alguns Países como, Estados Unidos (77%), China (9%), Canadá (3,2%) e Reino Unido (1,8%).

Segundo Andrea Beer, diretora do Boston Consulting Group (BCG), disse que “O Brasil recebe menos investimento privado em tecnologias educacionais quando comparado a outros países devido a uma série de fatores como, por exemplo: a falta de maturidade do mercado de capital de risco, a dificuldade de acessar o potencial e mensurar resultados de algumas tecnologias e a carência de uma política de tecnologia educacional explícita.”

Diante ao investimento em tecnologia para a educação, o Brasil investe em poucos projetos. Este investimento se concentra em materiais didáticos. Cerca de U$ 54 milhões, são realizados por empresas privadas que desenvolvem materiais e fazem a distribuição.

A aplicação na área de tecnologia da educação no Brasil, ainda se concentra em projetos pouco inovadores. Cerca de 95% do investimento feito no País está voltado para materiais didáticos, cursos online e para a educação superior. Mais de um terço do investimento (U$ 54 milhões) feito no período, são de empresas que desenvolvem e distribuem material didático.

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), são ferramentas muito importante para o aprendizado, especialmente para as crianças. A tecnologia tem um papel importante, têm um impacto positivo, para o desenvolvimento de conhecimento e também para benefícios cognitivos e sociais.

Em um estudo da Unesp (Universidade Estadual Paulista), provou que a utilização da tecnologia dentro da educação aprimora cerca de 32% o rendimento de alunos em matérias como matemática e física, em comparação a conteúdos decorridos de modo explicativo em sala de aula. O desafio é a integração da tecnologia na educação, para ser aplicado de um modo mais prático e fácil.

Assim como a tecnologia, a educação bilíngue é pouco investida em escolas públicas. O ano letivo de 2016 da Escola de Estadual de Tempo Integral Djalma da Cunha, foi reinaugurada com uma grade dedicada ao ensino bilíngue, em rede pública. Segundo o governador Melo, o propósito é que seja investido 30% de recursos próprios do estado em educação até o fim de seu mandato. De acordo com a titular, Rossieli Soares, da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o investimento em educação bilíngue pode assegurar oportunidades no mercado de trabalho.

Assim como na rede pública, há centros educacionais privados que promovem o ensino educacional bilíngue e tecnológico. A Cycle School , uma escola infantil em Santo André por exemplo, é uma escola parceira do Google, que têm uma metodologia sócio interacionista. Desenvolvem a compreensão auditiva na língua inglesa.

O contato da criança com um segundo idioma expande seu conhecimento, o aluno garantirá uma imersão de maneira natural. Pois uma escola bilíngue transmite a cultura de outro País. Então, o mesmo terá contato e referências, metodologia e um ensino internacional!