Redução no preço do Gás Natural favorece agronegócio, indústria e consumidores

O decreto que instituiu o Comitê de Monitoramento da Abertura do Mercado de Gás Natural (CMGN), capitaneado pelo ministro da economia, Paulo Guedes, estima que a quebra do monopólio da Petrobras sobre o setor pode favorecer a competitividade do setor e consequentemente derrubar em até 40% o preço para os consumidores. Esse fenômeno beneficia também a indústrias e o agronegócio brasileiro, que reduzem seus custos com insumos e energia.

Com o tema em evidência entre investidores, nessa semana, em São Paulo, foi realizado o seminário “O Desenvolvimento do Novo Mercado de Gás Natural”. O evento foi realizado no Instituto de Engenharia (IE), com o apoio institucional da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado.

Durante o evento, o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, Marcos Penido, destacou a importância da interiorização do modal energético para o País. “São Paulo foi o primeiro Estado brasileiro a regulamentar os consumidores livres, assim como os autoprodutores, sempre com transparência no cálculo tarifário para que esse serviço seja levado de maneira justa ao consumidor”, salientou Marcos Penido.

Na avaliação do presidente do IE, Eduardo Lafraia, o setor precisa ser muito debatido no país e instituição pode participar qualquer iniciativa que envolva o desenvolvimento da infraestrutura no Brasil. “Somos uma instituição isenta e aberta para discutir soluções para o País, pois acreditamos no seu crescimento. Com isso acontecendo, a engenharia avança junto”, destacou.

Potencial do setor

O consultor técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Gabriel de Figueiredo da Costa, abordou a atenção que a monetização do potencial de gás exige em toda a cadeia, além do novo mercado. “Esperamos um aproveitamento melhor do gás do pré-sal e de outras áreas, com investimento principalmente em métodos modernos de escoamento, processamento e transporte do gás natural. Com esses pontos, conseguiremos atrair o interesse de indústrias e um aumento da geração termoelétrica a gás, com redução do preço de energia”, enfatizou.

“A oferta de gás cresceu muito tanto no Brasil como no mundo. Em nosso País, tivemos duas grandes notícias: a primeira é o pré-sal, que foi uma descoberta incrível; e a segunda foi que o Governo Nacional decidiu que a Petrobras terá menos poder e dar acesso neste mercado. Com isso, outras empresas poderão trabalhar e desenvolver gás natural”, afirmou o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.

Agronegócio

Na visão de Carlos Cesar Floriano, CEO do Grupo VMX, é um cenário de investimentos que beneficia o agronegócio. “A competitividade neste novo mercado de gás natural pode beneficiar muito na qualidade e redução de preços. O agronegócio cada vez mais utiliza fontes renováveis de energia”, avalia o especialista.

Carlos Cesar Floriano argumenta que as economias mais modernas do mundo estão caminhando cada vez mais para a abertura e liberdade das atividades econômicas. “O Brasil está avançando nesse cenário e isso abre grandes possibilidades de investimento no agronegócio, projetos de crescimento seguro e novas gerações de rendas”, conclui Floriano.

Leilão de gás

De acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) comemoraram o resultado da 16ª Rodada de Licitações sob o regime de concessão dos blocos de exploração de petróleo e gás nas bacias de Campos e Santos, realizado nesta quarta-feira (10/10).

O leilão foi organizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e arrecadou R$ 8,9 bilhões em bônus de assinatura, valor recorde no Brasil para leilões de exploração e produção de petróleo e gás sob o regime de concessão. Das 17 empresas inscritas na 16ª Rodada de Licitações, 11 apresentaram propostas e 10 acabaram vencedoras. Foram arrematados 12 dos 36 blocos oferecidos, e, mesmo assim, o leilão obteve ágio de 322%.

Segundo a CNI, o resultado confirma o grande interesse da iniciativa privada em investir nas oportunidades. “Os investimentos que serão feitos pelas empresas na exploração das áreas arrematadas contribuirão para o fortalecimento da indústria de petróleo e gás, a recuperação da atividade econômica, a criação de empregos e a geração de negócios no setor”, disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. “A entrada de novos agentes na área favorece a competição e trará resultados positivos para a produção e a redução dos preços para o consumidor.”

A Firjan avaliou que o leilão de blocos exploratórios reforçou a disposição do governo brasileiro com o cumprimento do calendário regular de leilões. “A constância dos leilões é fator chave para que o Brasil garanta sua atratividade no cenário mundial. É a partir do arremate das áreas que a indústria pode iniciar seu planejamento de investimentos”, disse a entidade por meio de nota.

Website: http://vmxagro.com.br/