Quatro pontos-chave para o sucesso na gestão de projetos complexos de TI

Ruan Almeida, Presidente do PMI-MG (Project Management Institute)

Tecnologia da Informação (TI) é elemento comum em iniciativas de diferentes segmentos e está frequentemente inserida no contexto de projetos de grande complexidade em áreas como mineração, siderurgia, óleo e gás e construção. Sistemas de TI representam atualmente um importante elemento competitivo e sua abrangência nas indústrias cresce na mesma medida em que o risco em caso de falhas. Pesquisas indicam que projetos de TI de larga escala são propensos a atrasar demasiadamente, geralmente saem mais caros do que o orçado, e, crucialmente, não entregam os benefícios esperados. As organizações que desafiam essas probabilidades são as que dominam dimensões-chave ligadas à TI e ao valor de negócio. Para responder à altura, os profissionais de gestão de projetos precisam ser altamente qualificados. E quatro elementos são cruciais para maximizar as chances de sucesso.

O primeiro é ir além das competências técnicas. Excelência nas práticas de gestão de projetos é essencial, entretanto na competitiva economia global de hoje, que cresce rapidamente e com menos previsibilidade, isso não é o suficiente. As organizações necessitam de profissionais com habilidades adicionais em liderança e conhecimento de gestão de negócios – competências que apoiam e sustentam seus objetivos estratégicos. Resultados recentes da pesquisa global Pulse of the Professional, realizada pelo Project Management Institute (PMI) , comprovam que aqueles que detêm essas competências têm mais chances de cumprir metas e expectativas. Tendo isso como base, os próximos três aspectos a serem citados são derivações desse triângulo de habilidades.

Combine abordagens tradicionais e contemporâneas. O termo “ágil” deixou de ser usado para se referir a uma prática específica e passou a ser reconhecido e valorizado no âmbito da agilidade organizacional geral como uma competência estratégica. Usar técnicas ágeis, como Scrum ou DevOps, não é o único, tampouco o melhor, indicador de velocidade ou flexibilidade de uma organização. É através de uma combinação de diferentes abordagens que se é possível chegar a um modelo que atenda as necessidades exclusivas do projeto, organização, sua indústria e mercado. Fazer uso de uma abordagem híbrida permite reconfigurar processos e combinar diferentes técnicas para lidar com seus próprios desafios de forma mais eficaz. Além disso, as empresas estão aprendendo que Lean Management (técnicas de gerenciamento “enxuto”) e TI são complementares em ações de simplificação e otimização de processos. A aplicação do princípio do “justo e necessário”, somado às oportunidades de se promover inovação tecnológica são fatores determinantes para eliminar o desperdício e concentrar nos pontos de maior valor para o negócio.

Outro ponto importante diz respeito à formação de equipes. Grandes projetos podem assumir vida própria em uma organização e para serem eficazes e eficientes, as equipes precisam ter uma visão comum, processos compartilhados e estruturados de forma clara, e uma cultura de alto desempenho. Uma equipe que faz a ponte negócio-tecnologia deve estar totalmente alinhada com metas de entrega de valor, bem como deve garantir que todos os passos críticos da gestão de mudança organizacional sejam tomados, e que com isso, as comunicações com o resto da organização sejam claras, oportunas e precisas. É recomendado que haja, além de um gerente de projetos experiente, um time de projeto qualificado e motivado, composto por um mix sustentável de recursos internos e externos.

O último ponto é: lidere pelo exemplo. Basicamente, isso significa que o líder deve cumprir com suas responsabilidades identificadas no plano estabelecido. Para que os membros do projeto sintam confiança em você, eles devem vê-lo como alguém inspirador, que segue o combinado, é disponível, prestativo e tem uma atitude positiva.

XI Congresso Brasileiro de Gerenciamento de Projetos :

Renomados palestrantes estão confirmados para o XI Congresso Brasileiro de Gerenciamento de Projetos pelo Instituto de Gerenciamento de Projetos (Project Management Institute – PMI) de Minas Gerais entre os dias 13 e 15 de junho, no Hotel Ouro Minas. Dentre eles estão o economista mais influente do Brasil (Forbes e Klout), único brasileiro na lista dos mais importantes palestrantes mundiais do Speaker’s Corner e uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil, segundo a Forbes, Ricardo Amorim.

Também estão confirmados o gerente de projetos internacional que trabalhou na divisão de conteúdo criativo do Cirque du Soleil, Jogos Olímpicos de Pequim e no Campeonato de Formula 1 da China, Sylvain Gauthier ; o diretor do centro de excelência em gerenciamento de projetos da IBM e um dos diretores do PMI, Steve Del Grosso; o PhD e diretor da Impariamo Cursos e Consultoria, Armando Terribili Filho; o consultor e professor nas áreas de governança, gestão e projetos, Thiago Ayres; o consultor em gerenciamento de projetos, André Toso Arrivabene; o doutor em Gestão da Construção Civil e coordenador acadêmico do curso de MBA em Gerenciamento de Projetos da FGV, Ângelo Valle.

Considerado o maior evento da América Latina na área de projetos, o congresso contará também com diversos workshops de inovação e espera receber mais de 1.200 congressistas.

Website: http://www.pmimg.org.br/