Proteção Automotiva: alternativa para veículos pesados que rodam o Brasil

Os números não mentem. Trabalhar na condução de um caminhão pelas estradas do Brasil é uma atividade cada vez mais perigosa. Tanto é assim, que as estatísticas sobre ocorrências de roubos ou acidentes não param de crescer. Em 2018, o Seguro DPVAT indenizou 11.996 vítimas de ocorrências com caminhões e pick-ups em todo o país. Deste total, mais de três mil benefícios foram pagos em casos de morte, de acordo com relatório anual da Seguradora.

Por outro lado, as ocorrências de roubos e furtos de cargas e caminhões no Brasil cresceram 39% no quarto trimestre do ano passado, na comparação com o último trimestre de 2017, segundo um levantamento das ocorrências registradas pelo Grupo Tracker, especializado em rastreamento. Cerca de 7% dos caminhoneiros relatam já terem o veículo roubado pelo menos uma vez nos últimos dois anos.

Mesmo diante dos riscos, no entanto, a procura por caminhões não para de crescer. Para se ter uma ideia, as vendas de veículos pesados, que consideram a soma de caminhões e ônibus, cresceram 45,5% no acumulado do ano até julho de 2019 ao superar as 70,6 mil unidades emplacadas, de acordo com recente balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

No segmento de caminhões, o total de unidades licenciadas entre janeiro e julho de 2019 aumentou 43,2% na comparação com iguais meses de 2018, passando de 39 mil para 55,8 mil. Apenas em julho, as vendas de caminhões superaram as de junho em 15,3% ao atingir as 9 mil unidades. O resultado também é positivo considerando o comparativo anual de julho, quando as entregas aumentaram 35% para caminhões.

Alternativa de assistência
Diante do crescimento do número de veículos nas estradas e, por consequência, dos riscos enfrentados por esses profissionais, as cooperativas de proteção veicular têm despontado como uma alternativa ao seguro convencional, mais caro e inacessível para grande parcela dos motoristas profissionais, que chegam a rodar mais de 9 mil km por mês e a trabalhar 11,5 horas por dia e 5,7 dias por semana, segundo o último levantamento sobre o perfil dos caminhoneiros, realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Estima-se que, no país, haja atualmente quantia superior a 2 milhões de cooperados espalhados em pelo menos 2 mil associações que compartilham os riscos por meio de cotas. Nessa modalidade, os associados ou cooperados dividem entre si os custos da proteção do veículo em todos os tipos de prejuízo material e, por isso, encaram parcelas e adesão bem mais acessíveis do que os oferecidos por seguradoras ou bancos.

Além da relação mais próxima entre cooperado e cooperativa, a diretora Presidente de uma Cooperativa, Kerlys Pio, responsável pela Autobem, com sede em Goiânia, explica que as associações abraçam uma parcela do mercado costumeiramente excluída pelas seguradoras – estimada em 35 milhões, entre veículos de passeio, caminhões e motocicletas, segundo as associações. “Nossa atividade vem para acomodar todos os clientes que, por um motivo ou outro, não são aceitos pelas seguradoras comuns. Hoje, por exemplo, dependendo da idade do veículo, não tem seguradora que aceite”, exemplifica.

Aurélio Brandão, que também é vice-presidente da Agência de Autorregulamentação das Associações de Proteção Veicular e Patrimonial (AAAPV), explica que o combustível e frete corroem a renda dos caminhoneiros. “A remuneração teria de ser 50% maior para acompanhar variação da inflação entre julho de 2011 e setembro de 2018. Esse quadro dificulta ainda mais o acesso ao seguro convencional, que é caro. Sem opção, esses caminhoneiros estariam ainda mais expostos a riscos”, defende.

O foco das cooperativas sérias é justamente dar cobertura para os profissionais que não possuem condições de pagar um seguro convencional. Esse é o caso, por exemplo, de André Marcelo Ribeiro da Silveira, cooperado há quatro anos, que precisou de assistência quando se acidentou em 2018. “Bati em um buraco e perdi o controle do veículo. Não capotei, mas saí bastante da pista. A equipe da cooperativa foi muito ágil, sobretudo na remoção do veículo, que poderia causar novos acidentes. A oficina indicada foi muito boa”, conta.

As associações e cooperativas são legais, constituídas e amparadas pelo Código Civil Brasileiro e Constituição Federal (art. 5°, XVII CF). Apenas a Autobem conta hoje com mais de 5 mil cooperados em todo o Brasil, com um patrimônio que ultrapassa os R$ 2,3 bilhões. Em 2018, o número de indenizações chegou aos R$ 18 milhões. A cooperativa conta com assistência 24h em todo o território nacional, rede de oficinas credenciadas, facilidade de pagamento mensal, entre outras vantagens

Website: https://www.autobembrasil.com.br