Programa de manutenção e conservação do patrimônio é a primeira etapa a ser realizada para garantir a qualidade e segurança de imóveis

As vendas despencaram, porém milhares de imóveis foram comercializados nos últimos anos. Os valores envolvidos em negócios dessa natureza são resultados de várias variáveis: localização, metragem, infraestrutura, segurança, material construtivo, financiamentos, modelo de negócio das incorporadoras e construtoras, entre tantas outras.

Além desses fatores, e como no mercado automobilístico, os imóveis podem ter seus valores depreciados. Segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio) o bairro do Morumbi, conhecido por abrigar áreas de altíssimo padrão, chegou a sofrer queda de 14%, exemplo icônico de desvalorização imobiliária.

Em contrapartida, novas áreas residenciais e empresariais surgem ou se reinventam. Que paulistano, com mais de 40 anos, algum dia imaginou que a região da Berrini seria supervalorizada? Que terrenos longínquos de cidades vizinhas abrigariam condomínios de alto padrão?

Como um automóvel “Placa Preta”, que mantem todas suas características originais e é cuidado com extremo zelo pelo proprietário, imóveis e empreendimentos quando bem conservados e administrados, podem tornar duradouras a qualidade e segurança além da valorização.

Assim como o proprietário de um automóvel, o de um imóvel deve conhecer todos equipamentos recebidos da construtora: instalações, equipamentos, tipo de materiais, etc. Só com essas informações é possível estabelecer um cronograma e a gestão da manutenção do imóvel.

Em condomínios, a situação é mais complexa, pois o volume de informações e equipamentos são muito superiores. Empreendimentos com várias torres e anexos provocam tremores nos mais experientes administradores, onde a quantidade de sistemas e subsistemas são, em alguns casos, imensuráveis, caso o empreendimento não tenha elaborado o Programa de Manutenção e Conservação do Patrimônio.

Esse programa serve como ponto de partida para praticamente todas as rotinas de operação e manutenção do empreendimento. Alexandre Luís de Oliveira, sócio-diretor da inDia, empresa especializada em engenharia pós-obra, alerta: “O Programa tende a prestar todas informações necessárias que visam garantir além da operação correta, o desempenho dos sistemas e toda a tecnologia embarcada no projeto”.
O item 4.2 da Norma NBR 5674, que trata do Escopo da manutenção de edificações, especifica: “A manutenção de edificações inclui todos os serviços realizados para prevenir ou corrigir a perda de desempenho decorrente da deterioração dos seus componentes, ou de atualizações nas necessidades dos seus usuários”.

Então, como realizar a manutenção sem conhecer profundamente todos materiais e equipamentos de um empreendimento? De acordo com Alexandre não existem programas genéricos que possam garantir um resultado a contento, somente o Programa específico do empreendimento, que considera todas nuanças desde o projeto a execução propriamente dita.

Com informações em mãos, administradores podem mensurar rotinas, equipes e prioridades de manutenção, tornando o resultado eficaz e transparente para gestores e condôminos, além de garantir o cumprimento de suas obrigações legais.

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