Na mão do cliente: aplicativos de negócios sob medida

Artigo de Rodrigo Ávila*

A transformação digital está em toda a parte, afetando diretamente indústrias e indivíduos. Negócios podem acontecer a qualquer hora e de qualquer lugar, impulsionados por tendências de mobilidade e ambientes de trabalho cada vez mais flexíveis, levando organizações de diferentes portes e segmentos a apostar no uso de aplicativos para gerenciar toda essa transformação de forma produtiva.

A princípio, o uso de apps de prateleira pode soar como a melhor e mais fácil opção, mas a verdade é que esse tipo de aplicativo tende a ser genérico porque é feito para o grande público. Eles não atendem às demandas únicas de cada negócio, deixam pouco espaço para personalização e muitas vezes paga-se por funções que não fazem a menor diferença para as tarefas, a rotina e a produtividade das equipes de trabalho.

Mas é caro ter um app customizado?

Hoje, criar um aplicativo de negócios próprio já não é privilégio de grandes companhias com grandes orçamentos. É cada vez mais comum, ao menos no Exterior, ver pequenas e médias empresas criando APPs customizados para uso interno, via smartphones ou tablets, como instrumentos para comunicação com o escritório, o home office ou com clientes. Essa tendência já se observa no Brasil, em firmas mais antenadas em inovação, e é questão de pouco tempo que se democratize.

Muitas empresas têm aumentado produtividade e lucros, por exemplo, com APPs personalizados focados no compartilhamento rápido e remoto de informações por parte dos colaboradores. Mas é possível que você e sua equipe utilizem apenas planilhas eletrônicas na gestão de parte ou da totalidade do negócio. Isso é ainda comum – mas talvez seja hora de repensar essa ideia, até porque provavelmente há um concorrente já o fazendo.

Veja, não quero dizer que planilhas e similares devam ser aposentadas. Seria um erro. Mas é importante observar onde as planilhas engordaram a ponto de extrapolar sua função, passando a ser usadas como um grande sistema faz-tudo. É nesses nós que a criação ou aquisição de um sistema verdadeiro, com o poder de APPs, faz todo o sentido.

Os benefícios começam na centralização de informações. Uma experiência comum em qualquer empresa se relaciona àquele dia em que você precisa de informações de uma planilha montada pelo João do setor de Compras, mas descobre que ele faltou. Ou, igualmente ruim, você abre a tabela com todos os preços mas não sabe se aquele é o documento atualizado. Há ainda a questão do tamanho do time – se são mais de cinco vendedores, quem disse o que e quando para um determinado cliente?

Esse tipo de situação a planilha não resolve, mas o APP tira de letra. Em outros termos, as informações compartilhadas entre colaboradores pertencem à empresa, e não a um determinado funcionário. Com dados centralizados e acessíveis pelo aplicativo, todo esse leque de problemas são descartados.

Outro ganho se observa na produtividade. Novos computadores, links rápidos, smartphones e tablets não implicam necessariamente em aumento de produtividade. Um carrão megaveloz não ganha corrida com combustível ‘batizado’ ou errado. Ou ainda, de que adiantaria seu iPad novinho em folha sem os APPs ou seu PC sem o sistema operacional? Dar para a equipe equipamentos corretos é 50% da solução – a produtividade se faz quando vem a outra metade, isto é, ferramentas para ajudar o trabalho colaborativo.

Há benefícios ainda em termos de segurança. O uso de sistemas baseados em APPs afetam questões como integridade e segurança de informações que transitam pelo escritório, documentos confidenciais realmente tratados como confidenciais (e não circulando a bordo do note do Zezinho) e certeza de dados íntegros, isto é, que não se valem da incerteza de cada um ter uma versão diferente de uma planilha em seu laptop. A solução, no caso, vem da garantia de dados seguros e íntegros a partir da centralização, com o compartilhamento somente daquilo que cada um pode acessar. Isso, um APP também tira de letra.

Outro aspecto se relaciona à qualidade de vida dos funcionários, algo que naturalmente afeta a qualidade dos serviços da empresa. Imagine que o Pedrão se viu obrigado a ficar até de madrugada no escritório por ter sido o único a ler um email de um cliente quando todos já tinham ido embora – ou, ainda, que a Lúcia chegou à reunião com o prospect do outro lado do mundo e descobriu que a apresentação está incompleta em seu notebook, mas é tarde para ligar à firma e pedir o envio do arquivo. Evitar o estresse do Pedrão e o ataque de pânico da Lúcia se faz com uma ferramenta de gestão correta, com a qual também se reduz radicalmente tempo e esforço de cada um ao realizar uma tarefa.

No meu cotidiano profissional – minha empresa é uma desenvolvedora de sistemas e aplicativos de negócios baseados na plataforma FileMaker, de uma subsidiária da Apple – vejo situações como essas que pontuei praticamente todo dia em empresas de todos os portes. Um bom APP próprio as resolveria, mas um primeiro passo talvez seja ter certeza de que seu desenvolvimento não é bicho de sete cabeças. Uma dica a respeito que deixo ao leitor é dar uma lida em um ebook recém-lançado pela FileMaker (http://goo.gl/baATGf) para quem quer entender como se planeja a criação de um APP de negócios. É leitura simples e rápida, mas dá um passo a passo prático inestimável para aumento de produtividade, corte de tarefas ineficientes e redução de custos e de tempo de trabalho.

Bom APP pra você!

*Rodrigo Ávila é empresário, consultor e desenvolvedor de TI, membro das redes FileMaker Business Alliance & Trainer e Apple Consultants Network.