Mercado de US$ 421 bilhões pede atenção das empresas: tecnologia precisa estar na estratégia

Em 2018, o Gartner aponta que o mercado de tecnologia movimentará US$ 3,7 trilhões em investimentos. O número, que é 4,5% maior do que em 2017, será puxado pelos softwares corporativos, que terão crescimento de 9,5% este ano e 8,4% em 2019, somando um total de US$ 421 bilhões.

Dentre os sistemas, as aplicações de Analytics, em especial no formato software as-a-service (SaaS), terão grande espaço. Assim como a computação cognitiva e Inteligência Artificial (IA), que deve crescer 50% só no mercado brasileiro este ano, de acordo com a IDC.

Números que vão em linha com as estratégias de gestão corporativa: o mesmo Gartner afirma que, em 2018, 58% dos CEOs terão como prioridade estratégias voltadas ao crescimento dos negócios, e isso terá a tecnologia como um dos pilares principais.

Setorialmente, os investimentos estarão por todos os lados: saúde, automotivo, varejo, mídia, agricultura, bancos, vigilância, games, educação, seguros, atendimento ao cliente e casas inteligentes serão só alguns dos segmentos que, conforme levantamento da Frost & Sullivan, se beneficiarão da aliança entre Inteligência Artificial e Business Analytics nos próximos anos.

O estudo mostra que o crescimento voluptuoso dos dados, somado às funções analíticas cada vez mais apuradas das tecnologias de BI e BA e aos incrementos das “coisas conectadas”, por meio do engajamento da IoT a cenários de objetos e até mesmo lugares inteligentes, criou um novo patamar no uso destas soluções para transformar a maneira como os setores citados, dentre outros, conduzirão suas estratégias comerciais e suas ações de relacionamento. Por conseguinte, a integração entre tais ferramentas mexerá diretamente no incremento de suas receitas.

Do ponto de vista da F&S, a Inteligência Artificial está levando a análise avançada de dados a um patamar mais elevado junto às indústrias. Se antes era possível imaginar os ambientes de negócio sendo analisados por modelos antigos, como planilhas e coletas/formatações manuais de informações e relatórios, agora este se torna um cenário de obsolescência extrema, trazendo a todos os seus usuários lentidão frente à concorrência.

“E, nisso, ouso dizer que este impacto atua no todo. Se a agricultura, por exemplo, deixa de usar as tecnologias de Analytics e Inteligência de Negócios, muitos dados deixarão de ser analisados e aproveitados a favor da melhoria dos cultivos e, consequentemente, potenciais de produção de alimento e outros insumos agrícolas deixarão de ser entregues a um mercado cuja fome e avidez nutritiva só faz crescer”, afirma o CEO da BIMachine, Douglas Scheibler.

Em outra análise, o executivo postula que se o segmento industrial não der o devido espaço às ferramentas-chave da Transformação Digital por meio dos dados, muitos processos convalescerão à mercê da perda de agilidade, incidindo em perda de produtividade e quantidade, o que se refletirá em um mercado suprido aquém de suas necessidades.

“Se aplicarmos análises como estas a cada setor citado pela F&S, poderemos facilmente detectar consequências parecidas. No final, a resultante será sempre uma economia ralentada pela não adesão à evolução óbvia e imperativa. Uma sociedade retrógrada e mal suprida”, comenta o especialista. “Um cenário que ninguém quer. Um ambiente ao qual nem será possível chegar: o que há, hoje, de transgressão ao uso das tecnologias-chave para a Transformação Digital será em breve deixado para trás, assim como todos os seus protagonistas, e o mercado selecionará naturalmente os fornecedores adeptos dos sistemas e equipamentos mais ágeis em análise e uso de dados”, completa.

Já a CMO da BIMachine, Ana Paula Thesing, afirma que começar desde já a adotar tais avanços é um passo atrasado, visto que tais soluções estão consolidadas e gerando benefícios e cases pelo mundo há alguns anos, ainda que a quantidade e a intensidade sejam crescentes. “Mas é um crescimento contínuo, que deixa para trás os que se isentam deste movimento, obrigando à decisão: BI, BA e AI ou perda de mercado”, destaca ela.

Os dados analisados têm como base o ponto principal de todas estas tecnologias e tendências: a informação. Conforme as consultorias globais, é este item que determina as decisões, e são as soluções atreladas a ela que fazem de uma empresa um algoz ou uma presa em seu segmento de atuação.

“Olhando para o mercado, é preciso mais BI, mais BA, mais Machine Learning, mais IA, mais IoT para ampliar ofertas inteligentes, bem direcionadas tanto do ponto de vista do lucro do fornecedor quanto do atendimento à necessidade do público”, afirma Scheibler. “É preciso mais adoção destas tecnologias a favor de uma economia saudável e de uma sociedade disruptiva. É preciso mais empresas nesta linha de raciocínio para construir um mercado forte. Só não é preciso mais tempo: o agora, em relação a tudo isto, já é atraso. BI, BA e AI são necessários para ontem”, finaliza Ana Paula.