Marketing digital para pequenas e médias empresas num cenário de crise: quais benefícios esperar, afinal

O ano mal começou e, a exemplo do que já vinha ocorrendo no ano passado, as “novidades” do cenário econômico seguem pouco ou nada animadoras. Para se ter uma ideia, já numa reportagem durante a primeira quinzena de fevereiro, um dos jornais televisivos de maior alcance no Brasil noticiou: em 2015, quase 100 mil lojas fecharam as portas em todo o território nacional. Segundo o IBGE, as vendas despencaram 4,3% no ano passado, e para a Confederação Nacional do Comércio não resta dúvida de que estamos atravessando a pior crise dos últimos 15 anos.

No geral, a opinião de que o momento inspira preocupação é unânime, e notícias desalentadoras como essas não faltam, principalmente para quem está à frente de um negócio. Basta lembrar, por exemplo, as unidades do Walmart, das Casas Bahia e do Ponto Frio, cujos fechamentos recentes também contribuíram para a composição dessas lamentáveis estatísticas. E é justamente nesse contexto, no qual empresários e gestores estão precisando empreender esforços hercúleos para assegurar a sua permanência no mercado em que atuam, que o marketing digital tem se revelado como um dos recursos que mais se destacam entre as soluções encontradas na crise.

Não por acaso, o próprio site do Sebrae do Rio de Janeiro abriu espaço para que, na sua página intitulada “Visão do Empreendedor”, fossem divulgados os benefícios do marketing digital para pequenas e médias empresas, embora esses benefícios sejam também extremamente significativos para as grandes corporações. As vantagens do marketing digital, no entanto, têm sido especialmente direcionadas às pequenas e médias empresas por razões conhecidas: em meio à crise, são elas que acabam enfrentando as maiores dificuldades para se manter em plena atividade.

Mas qual a importância do marketing digital para pequenas e médias empresas?

De acordo com a publicação disponibilizada pelo Sebrae, um dos maiores diferenciais do marketing digital para pequenas e médias começa pela própria constatação de que, desde a grande popularização da internet, é precisamente na web que potenciais clientes buscam as referências que desejam para efetivar ou não uma aquisição, seja ela de produto ou serviço. E, com o acesso à internet pelo celular, essa consulta ficou ainda mais imediata.
O fato é que, se antes as empresas precisavam se preocupar com a entrega de cartões e/ou panfletos para que o público dispusesse dos meios de contato (como número de telefone e fax), hoje o interesse está concentrado principalmente nestas seguintes perguntas: “Qual o site?”, “Essas informações também estão disponíveis no site?”, “Tem perfil em alguma rede social?”, “Onde posso seguir as novidades?”. E, diante da resposta de que uma empresa ainda não tem site ou ainda não está tão presente na internet, geralmente ocorre um “estranhamento” geral.

Mas atenção! Também é preciso lembrar que, para os resultados almejados pelas pequenas e médias empresas, não se trata apenas de colocar um site no ar e/ou de criar uma página no Facebook (ou em outra rede social) para que a boa repercussão ocorra por si mesma. É claro que, a depender da qualidade dos produtos/serviços oferecidos, os próprios clientes podem ter a iniciativa de pôr em circulação uma propaganda positiva do local onde realizaram essas aquisições. Porém, para essas empresas, isto tende a garantir principalmente o retorno daqueles seus clientes já satisfeitos, e não necessariamente a conquista de um público maior. Afinal, diante da possibilidade de escolher entre marcas/produtos/serviços concorrentes, esses usuários precisarão ser “convencidos” dos diferenciais daquele negócio, e é aí que o marketing digital bem trabalhado também conta muito a favor.

Mas o que quer dizer “marketing digital bem trabalhado”?

Considerando que o marketing digital em geral tem sido muito difundido por inúmeros veículos como um investimento indispensável para a potencialização de vendas, fortalecimento da marca, etc., é importante ressaltar que as ferramentas das quais ele se utiliza não bastam por si mesmas. Daí o porquê da necessidade de que ele seja “bem trabalhado”.

Quem explica com propriedade essa questão é o gerente de Novos Negócios da LinkBrand, Gustavo Prates, que há mais de 15 anos iniciou a sua carreira nesse segmento e possui amplo conhecimento em vendas on-line. Para ele, “o marketing digital é visto atualmente como o mundo das boas oportunidades, e isso é mesmo uma realidade, mas precisamos melhorar o entendimento a respeito de estratégias e recursos, a fim de tirarmos melhor proveito para os negócios”. Ainda segundo Prates, uma das questões sobre as quais precisamos nos atentar está no fato de que, diferentemente do “off-line”, o investimento do marketing digital se concentra nas pessoas, sendo que, na nossa cultura publicitária, esse investimento se concentra na mídia. “Sem dúvida, um megainvestimento em mídia digital proporciona retornos imediatos; porém, segue no sentido contrário do trabalho de longo prazo, necessário para a consolidação da marca e para a redução do custo de conversão quando se investe em mídia”, salienta o especialista.

Portanto, se por um lado o marketing digital proporciona benefícios comprovados, por outro lado é preciso não perder de vista que o sucesso nessa área não se resume obrigatoriamente ao pagamento de um anúncio no Google ou ao impulsionamento de uma publicação qualquer no Facebook, como muitos são levados a crer. Na verdade, para que os resultados possam ser expressivos (ainda mais num cenário de crise!), é fundamental investir num trabalho de marketing digital que integre recursos e estratégias de uma maneira totalmente personalizada, que tanto atenda aos objetivos da pequena ou média empresa quanto desperte o interesse do público para o qual ela se direciona, conectando um e outro de forma efetiva.
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