Investimento na implantação de rede própria deve ser prioridade em operadoras de saúde, afirma especialista

Muitas operadoras de planos de saúde estão investindo na aquisição de rede própria de atendimento. A implantação de uma estrutura formada por hospitais, ambulatórios e centros de exames laboratoriais é realidade nas empresas do segmento de saúde suplementar. O valor contábil dessas construções chegou a R$ 12,3 bilhões em 2016, segundo levantamento realizado pela Abramge, associação das operadoras de planos de saúde. O aumento ocorreu mesmo com uma redução de 19% no número de operadoras. Atualmente, há cerca de 1,3 mil empresas de convênios médicos, sendo que 45,5% delas têm rede própria.

Por dentro desse cenário, ao optar por um plano de saúde, o cliente faz uma avaliação da rede credenciada antes de tomar sua decisão. Ele analisa se o atendimento será feito em locais de qualidade e referência e por profissionais experientes. Mais do que isso, segundo a especialista em Saúde Suplementar, Luciana Rodriguez Teixeira de Carvalho, para atrair o beneficiário é preciso investir em uma gestão de cuidado dele por meio de uma rede organizada, que permite o acompanhamento desde o seu acolhimento até a sua reabilitação final.

“Esse é o único caminho possível de se alcançar o que se almeja. É preciso estabelecer fluxos de atendimentos assistenciais seguros e garantidos ao seu cliente. Pensemos em uma linha de trem com suas estações interligadas e bem monitoradas”, aponta Luciana, que compõe, atualmente, a diretoria executiva da operadora de planos médicos Saúde Sim.

O novo modelo de rede especializada pode resultar em um atendimento mais humano e qualitativo. Essa atenção especial deve ser parte das estruturas implementadas, além da melhoria nos fluxos e processos. “É preciso construir uma rede específica para atender seus clientes definindo as ações e os serviços que devem ser desenvolvidos nos diferentes pontos de atenção de uma rede considerando os três níveis de atenção (primário, secundário e terciário) tornando-se efetiva o cumprimento da linha do cuidado”, destacou Luciana.

Doutora em Bioética pela UNB, Luciana Rodriguez Teixeira de Carvalho fala como tem sido a reformulação na implantação do novo modelo de negócios na Saúde Sim. “Grande parte do investimento da empresa está sendo na implantação da rede própria, com apostas consideráveis, projetando grande crescimento no mercado de saúde suplementar do Distrito Federal e região.

Ciente da exigência de uma prestação de serviços ainda mais inovadora para aproximar o cliente da empresa, a diretoria está focada em uma gestão direcionada nas necessidades dos clientes e respeitando suas peculiaridades. “Estamos pautadas em ações e práticas clínicas bastante planejadas, para ocasionar uma oferta de serviços de acordo com as reais necessidades de atenção ao cliente”, diz Luciana.

“Outro ponto que cabe destacar é que estamos estabelecendo protocolos baseados em evidências, que é o conjunto de atos assistenciais pensados e validados para resolver determinado problema de saúde do beneficiário”, afirma. Para ela, essa relação entre as linhas de cuidados estabelecidas deve ser centrada. “Para cada morbidade há a definição da modalidade de atendimento específico a oferecer, bem como os procedimentos necessários e ratificados seja para prevenir, detectar ou tratar precocemente”.

“O cumprimento das linhas do cuidado serve, basicamente, como um roteiro a seguir para orientar os profissionais de saúde os tornando, inclusive, mais eficientes no controle e no tratamento das doenças, além dos pontos de atenção que são corresponsáveis no processo assistencial”, completa a especialista.

Sobre a qualificação da rede estabelecida, a diretora Luciana reforça a importância de um monitoramento eficaz para garantir referências. “É preciso estabelecer todo o cuidado por meio de fluxos na rede, seja de apoio diagnóstico e terapêutico ou dos serviços de urgência, emergência e hospitalares”, finaliza.

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