Fintechs revolucionam o mercado financeiro

Finanças e tecnologia, assim pode se resumir o que são as Fintechs. Essas startups atuam na área financeira e visam, por meio de modernas plataformas, promover a inclusão no setor bancário, barateando o custo das operações, oferecendo a disponibilidade de produtos e serviços de forma eletrônica e segura. Dados da Associação Brasileira de Fintechs, na pesquisa elaborada em 2018 junto com a PwC – PricewaterhouseCoopers – mostram que, só no Brasil, mais de 370 startups estão atuando neste mercado.

Diferente das instituições financeiras tradicionais, essas startups têm desburocratizado o setor e facilitado o acesso a linhas de crédito de modo ágil e inovador. As principais atuações dessas empresas se concentram nos meios de pagamento, crédito e financiamento, gestão financeira, gestão de investimentos, seguros, bancos digitais, criptomoedas, crowdfunding, câmbio, dentre outras operações.

Segundo o professor e educador financeiro, Carlos Afonso, a grande transformação dada pelas Fintechs é a quebra do atual “status quo” do sistema financeiro brasileiro, concentrado em poucas instituições financeiras detentoras da maior fatia dos depósitos em conta do Brasil. “Uma das premissas das startups é criar ou aprimorar algo que já existe, de forma mais barata e escalável, rompendo barreiras. Esse segmento já é considerado como principal responsável por uma verdadeira revolução financeira, que preocupa bancos do mundo inteiro”.

A tecnologia é a principal qualidade oferecida pelas Fintechs, porém, o que conferiu tal sucesso foram as facilidades que proporcionaram aos consumidores. “O que realmente chama atenção é a maneira como elas otimizam o cadastro, atendimento, usabilidade e resolução de problemas”, detalha o Professor Carlos, que também é o autor do livro, ‘Organize suas Finanças e Saia do Vermelho’.

Em especial, no que diz respeito aos bancos virtuais, esses já chegaram mostrando que pretendem ganhar cada vez mais espaço no mercado, afinal, permitem que a abertura de conta seja realizada pelo aplicativo e oferece isenção de taxas de manutenção, DOC e TECD, entre tantas outras.

Os bancos de investimentos também aderiram a nova onda, com a democratização de acesso do público em geral, proporcionando aos investidores novas experiências na gestão das carteiras de investimentos por meio do celular ou da web. “Um dos maiores desafios das Fintechs é utilizar a tecnologia para oferecer aplicações que combinem com cada cliente, a fim de desmistificar que investimento bom e seguro é apenas a poupança. Dessa forma, essas empresas são capazes de identificar e montar as melhores aplicações de acordo com cada perfil e, além de acompanhar esses investimentos, possuem conteúdo de fácil entendimento que ensinam sobre educação financeira, tema totalmente relevante para quem deseja investir”, avalia o educador financeiro.

Outra área que teve mudança é a de crédito, com startups que analisam o histórico do cliente, levando em consideração diversas variáveis e, através de modelos matemáticos e estatísticos, analisa-se a probabilidade de solvência do tomador. “Neste modelo, uma vez feita a análise de crédito, as instituições disponibilizam as cotações e taxas, e o cliente contrata a melhor opção. Em outras palavras, as empresas de crédito batalharão por conquistar o consumidor e oferecer a melhor taxa de financiamento possível”, explicou Carlos.

A revolução no mercado financeiro está apenas começando e o embate entre Fintechs e os bancos tradicionais tende a ser bastante intenso nos próximos anos. Para se ter uma ideia, em outro levantamento feito pela PwC, três em cada quatro bancos consideram o avanço das fintechs uma ameaça. “O lado bom é que, independentemente do resultado, quem sairá ganhando nessa disputa é o consumidor. Portanto, vale comparar o que as Fintechs oferecem em relação ao seu banco e cartão de crédito, pois poderá ter uma grata surpresa”, sugere o Professor Carlos.
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