Fatores externos podem contribuir para perda de audição

De acordo com a ciência, a audição é o primeiro dos cinco sentidos desenvolvidos no ser humano, sendo ela a maior responsável por desenvolver todo o processo da percepção, da fala e da comunicação, o que permite ao indivíduo a interação com outras pessoas.

Por isso, é importante estar sempre atento a qualquer sinal de estranheza com a audição como, por exemplo, a necessidade de aumentar o som da televisão, ouvir zumbido ou até mesmo não conseguir escutar o que outras pessoas estão falando. Caso perceba algum desses sintomas, procure imediatamente um especialista.

Segundo estimativas, em média, 300 milhões de pessoas possuem algum tipo de perda auditiva. Dentre os inúmeros motivos, a falta de atenção aos primeiros sinais é um deles, já que diversas pessoas acreditam não ser nada sério, mas o que parece não ser nada ou ser um simples problema, pode se tornar algo muito grave e levar o indivíduo a ter sua audição parcial ou totalmente comprometida.

Segundo dados levantados pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, as pessoas levam, em média, sete anos para buscar ajuda de um especialista assim que detectam problemas em sua audição e, além disso, esperam por mais de dois anos para optar por um tratamento, descuido que pode levar a pessoa à surdez precoce.

Otosclerose, uma das causas da perda da audição

A otosclerose é uma das causas menos conhecidas. O fato é que essa doença é hereditária: se alguma pessoa da família já teve o problema, isso significa que seus descendentes também estão sujeitos à otosclerose. A doença provoca alterações no estribo (ossículo localizado no ouvido médio) e também em algumas regiões da cóclea.

A otosclerose atinge mais as mulheres do que os homens. Em pessoas de pele negra, a ocorrência da doença é mais rara, e ainda de acordo com os dados, o problema aparece por volta dos 20 e 30 anos de idade, tornando-se mais grave em mulheres gestantes. A maior parte dos casos é bilateral, porém inicialmente pode ser percebida em somente um ouvido e, em alguns indivíduos, a doença vem seguida de zumbido.

Forma de tratamento

A medicina encontrou uma solução para os casos em que a doença já tenha afetado o ouvido. Trata-se de uma cirurgia, a estapedectomia ou estapedotomia, na qual o estribo é removido e substituído por uma prótese. A cirurgia pode ser realizada em pessoas de todas as idades.

Vale lembrar que, para esse procedimento, é necessária a indicação do médico e uma avaliação detalhada sobre o histórico do paciente, entre outros exames que são importantes.

Apesar dessa opção cirúrgica, existem pacientes que têm preferência pelo uso dos aparelhos auditivos. Em situações mais graves, em que a estapedectomia e nem os aparelhos auditivos podem mais ajudar na recuperação da audição, o paciente poderá se tornar um candidato ao implante coclear.

O ideal é que a pessoa se atente a eventuais alterações em sua audição. Vale lembrar a importância de buscar sempre um bom especialista ao perceber qualquer sinal de alteração na audição.

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