Dados do INEP apontam a importância da redação do Enem na nota final do candidato

O Inep, instituto vinculado ao Ministério da Educação e responsável pela gestão do maior vestibular do país, o ENEM, liberou dados sobre os últimos dois anos do exame, e eles revelam uma situação alarmante quanto ao desempenho dos candidatos na redação: em 2016, 9.490.952 candidatos fizeram a prova — um recorde de participantes — mas apenas 77 conseguiram nota mil. No ano seguinte, 2017, o número caiu para 53.

A banca de correção do ENEM, cada vez mais criteriosa e exigente, tem restringido bastante o número de notas máximas. Até um tempo atrás, um aluno que escrevia de forma coesa, coerente e seguia bem os padrões do gênero dissertativo-argumentativo conseguia de forma relativamente fácil a nota máxima. Agora, milhões de candidatos prestam o exame todos os anos, mas menos de 1% consegue o tão sonhado 1000.

Tendenciosamente, os alunos focam no estudo dos conteúdos das provas objetivas, já que a grande maioria pensa que a escrita do texto seja simples e não necessita de tantas técnicas, afinal, escreve-se durante toda a vida escolar. Mas não é assim tão simples. Algumas particularidades na correção feita pela banca do Enem fazem da redação uma matéria para a qual o aluno deve, sem dúvidas, dedicar-se.

Além disso, já foi comprovado que tirar uma boa nota na redação tem muito mais peso na média final do que gabaritar as questões objetivas, sendo esta uma possibilidade muito remota. Isso porque o Enem conta com um sistema de correção chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI). Entenda:

O TRI segue um critério de avaliação do conhecimento do aluno medindo o número de erros e acertos, variando o valor das questões de acordo com o nível de dificuldade. Há uma divisão entre questões fáceis, médias e difíceis. Se o aluno acertar muitas questões difíceis, mas errar as fáceis, o sistema entenderá que foi “chute”. Portanto, há a possibilidade, por exemplo, de um estudante que erra as questões difíceis e acerta as fáceis ter uma média maior em relação a quem o sistema identifica que “chutou”. Como o TRI avalia segundo a nota de todos os candidatos, nunca será possível, por exemplo, tirar mil na prova de matemática, mesmo que o aluno a tenha gabaritado.

A redação do Enem é a única prova do exame em que a nota diz respeito a cada participante de forma particular, sendo, portanto, a única em que é possível tirar a nota máxima independente do desempenho dos outros inscritos. Por isso o peso tão grande na média final.

Apesar de haver muitos detalhes que necessitam de uma atenção mais cuidadosa do aluno na hora de escrever, só a prática contínua revela estratégias para que erros não sejam mais cometidos. A mediação de um profissional voltado para esta área é essencial. Os corretores, seguindo os critérios do Enem, devem pontuar e penalizar erros, solicitar reescritas e contribuir para o aprimoramento do repertório sociocultural do aluno.  

Já há empresas voltadas para o ensino e correção de forma remota, por meio da internet. A IMAGINIE, por exemplo, maior plataforma de gestão, ensino e correção de redações, cuida de forma criteriosa da aprendizagem de alunos quanto à produção textual. Ou seja, o estudo da redação está cada vez mais facilitado e acessível.

E por que se dá tanto valor à escrita em uma prova? A banca tem como objetivo avaliar a capacidade de reflexão e análise crítica do candidato quanto aos temas sociais cobrados. Denotar a capacidade de argumentação e articulação de soluções para a pauta proposta é importante, inclusive, para denotar maturidade para a vida acadêmica e profissional. São características e habilidades que serão levadas para a vida toda.

Em 2017, o Instituto Paulo Montenegro (IPM) e a ONG Ação Educativa divulgaram os dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), os quais revelaram que 38% dos estudantes do ensino superior não dominam habilidades básicas de leitura e escrita.

Despertar os candidatos sobre a importância do aperfeiçoamento da escrita para o exame é um processo necessário e desafiador. A boa capacidade de produzir textos pode fazer diferença na aprovação em uma das universidades do país que utilizam o Enem como processo seletivo.

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