Criofrequência X Criolipólise: com mercado de estética em crescimento, novas técnicas surgem como alternativas para acabar com a gordura localizada

O mercado de estética está cada vez mais cheio de opções para quem deseja chegar ao tão sonhado corpo perfeito. Para isso, muitos buscam por cirurgias plásticas, procedimentos invasivos e que, muitas vezes, oferecem riscos. Mas, para fazer as pazes com o corpo sem precisar se submeter a esses procedimentos arriscados, já existem ótimas opções com baixíssimas contraindicações e que não expõem o paciente a uma mesa de cirurgia.

Segundo levantamento feito em 2016 pela ABIHPEC e pelo Instituto FSB Pesquisa, o Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de setor de beleza e estética do mundo. Outro levantamento, feito pela Euromonitor em 2016, aponta que o país apresentou aumento de 4,6% no comparativo com o ano anterior e a estimativa é que, no período até 2020, o crescimento acumulado chegue a 14,3, ou seja, em média de 2,7% ao ano.

Dentre as várias possibilidades de procedimentos não invasivos, a Criofrequência e a Criolipólise destacam-se como recursos atuais e com ótimos resultados.

Ao contrário do que muita gente pensa, esses procedimentos não são a mesma coisa. Mas então quais são as diferenças? Qual é o melhor tratamento? Qual oferece melhores resultados? É o que será abordado abaixo.  

Tratamento de criofrequência

A Criofrequência chegou ao Brasil patenteada pela Body Health, empresa fabricante de equipamentos médicos e estéticos. Essa tecnologia age através da sinergia do frio e do calor, através de um equipamento com uma ponteira ultracongelada, que resfria a superfície da pele a -10°C.

Ao mesmo tempo que a ponteira resfria a superfície, ondas eletromagnéticas de alta potência geram um calor de +60°C, que atinge as camadas mais profundas da pele. Todo esse processo gera um choque térmico no organismo, desestabilizando o metabolismo e quebrando as células de gordura, além de estimular a produção de novas fibras de colágeno e elastina. O resultado desse estímulo proporciona a tensão instantânea da pele, conhecido como efeito lifting.

A Criofrequência é indicada para eliminar gordura localizada, tratar flacidez, o envelhecimento da pele e celulite. O procedimento pode ser realizado tanto na região facial (rosto e pescoço), quanto na região corporal (glúteos, pernas, braços, abdômen, costas, flancos).

As aplicações são indolores e a diferença de temperatura não causa desconforto, pois o fato da ponteira ser resfriada faz com que o paciente não sinta o calor intenso, como ocorre na radiofrequência convencional, tornando a terapia mais confortável.

A quantidade de sessões deve ser recomendada por um profissional após avaliação individual do paciente. O protocolo indica, em média, 6 sessões por região e, após esse período, já são alcançados ótimos resultados.

Os resultados da Criofrequência são instantâneos, produzindo a imediata contração do colágeno, além de estimular a formação de novas fibras de elastina a médio prazo. A redução das medidas e gorduras localizadas pode ser perceptível desde a primeira sessão e não depende da alimentação do paciente.

Tratamento de Criolipólise

A Criolipólise é uma técnica estética desenvolvida na Universidade de Harvard, nos EUA. Essa tecnologia trabalha somente com o frio para provocar a eliminação programada das células de gordura.

O tratamento associa o resfriamento selecionado e controlado das células de gordura em temperaturas que variam de 0 a -15ºC. Durante a sessão, a ponteira do equipamento é colocada sobre a pele, realizando um poderoso vácuo, que promove a sucção da pele e congelamento da porção de gordura localizada. Após esse congelamento, os lipídios tem sua estrutura alterada e assumem um formato conhecido como fractal. Após sofrerem essa mudança, os mesmos não são mais reconhecidos pelo organismo e passam a ser considerados corpos estranhos dentro das células adiposas. Quando isso acontece, o organismo elimina as células que contém as gorduras em formato fractal através de uma resposta inflamatória da área.

O tratamento de Criolipólise é indicado apenas para a redução da gordura localizada em algumas regiões do corpo, como o famoso pneuzinho. Não existe qualquer comprovação científica de que esse tratamento melhore a celulite e a flacidez. Mas, em função da diminuição da gordura localizada, é possível perceber melhora do aspecto da celulite. Já quanto a flacidez, pode haver seu aumento na área, devido à sucção a qual a pele é submetida durante o procedimento.

Para as diferentes regiões do corpo, existem ponteiras que melhor se encaixam para a realização do tratamento. Porém, em algumas partes do corpo não é possível realizá-lo, uma vez que os aplicadores não se encaixam, como no rosto, por exemplo.

No momento da sucção, provocada pelo aparelho, pode haver dor ou desconforto, porém, com o congelamento da gordura, a área fica anestesiada. Os efeitos colaterais também são mínimos, podendo ocorrer vermelhidão, inchaço, desconforto abdominal e dormência da pele.

Os efeitos da Criolipólise não são imediatos, pois o processo da “morte” da célula de gordura dura cerca de 90 dias. A partir do décimo dia já se pode observar algu­ma diferença no local da aplicação, mas o efeito máximo acontece até três meses após a sessão.

Em apenas uma aplicação, a gordura na área tratada pode reduzir, em mé­dia, de 25% a 30%. As perdas totais podem ser maiores ou menores, dependendo do tipo de gordura, localização e metabolismo do paciente. A quantidade de sessões também varia de acordo com a resposta do organismo do paciente.

Mas afinal, qual é o melhor tratamento?

Essa é uma dúvida muito frequente de quem deseja eliminar as gordurinhas e, até mesmo, de profissionais da área. Porém, como visto acima, tratam-se de processos diferentes, apesar do nome “crio”, que as duas técnicas utilizam.

Tanto a Criolipólise, quanto a Criofrequência possuem estudos científicos com excelentes resultados comprovados na prática, porém um tratamento não substitui o outro, uma vez que eles trabalham com estímulos diferentes, o que gera no organismo respostas fisiológicas distintas. O grande sucesso é unir as duas terapias e sua combinação resulta em excelentes resultados, variando conforme a conduta do profissional à cada avaliação.

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