Coaching cresce mais de 300% no país, movimenta milhões e atrai profissionais que buscam se reinventar

Dados da International Coach Federation (ICF) apontam que nos últimos quatros anos, o coaching cresceu mais de 300% no Brasil. A estimativa é que o segmento tenha movimentado mais de R$ 50 milhões nos últimos anos. Outra pesquisa, realizada pela consultoria PwC, entre 2009 e 2012, mostra que o número de coaches certificados no Brasil subiu de 350 para 1.100.

Atento às novas tendências do mercado profissional, o engenheiro ambiental Felipe Marx abandonou sua carreira, em 2014, depois de terminar um curso de formação  em coaching e começou a atuar na área. Aos 26 anos, o gaúcho se tornou um “nômade digital”. Sem residência fixa, ele não permanece mais de oito semanas em um só lugar.

“Quis me dedicar ao que realmente me entusiasma: aprender e compartilhar conhecimento. Além disso, buscava um trabalho que tivesse um significado para mim e ao mesmo tempo me ajudasse a evoluir como ser humano”, explica.

Com 30 anos, Felipe já faturou mais de um milhão de reais, palestrou nas principais capitais do Brasil e produziu conteúdo em países como Canadá, Tailândia, Estados Unidos, Lituânia, Holanda, Espanha, Croácia, Eslovênia, Argentina e outros. Seu canal no YouTube já soma mais de 20 milhões de visualizações e ele já tem mais de 500 mil seguidores em suas redes sociais. Em seus cursos, workshops e treinamentos já passaram mais de sete mil alunos.

“Acredito que o propósito de um negócio jamais pode ser somente o rendimento financeiro. O segredo é focar nas pessoas. Faço a analogia de que para obter sucesso, é preciso se preocupar com a viagem e não somente com o destino”, revela o empreendedor.

Também em 2014, Felipe se uniu a outro jovem empreendedor do Rio de janeiro, João Victor Louchard,  e juntos fundaram a empresa Super Boss, que ajuda pessoas a se desenvolverem internamente. Os quatro  princípios que orientaram a jornada de Felipe foram:

  • Não julgar
  • Não criar expectativa
  • Ter autorresponsabilidade
  • Trabalhar a autoaceitação

Felipe busca se superar a cada dia que passa e tem como prioridade o desenvolvimento da sua consciência. Com rituais matinais e noturnos, medita, se alimenta com consciência, faz leituras, estuda seus mentores, produz seus vídeos e compartilha nas redes sociais diariamente com a ajuda da sua equipe de 15 colaboradores.

“Tento ser 0,01% melhor a cada dia que passa. Não existe feriado para aprender e evoluir. Para mim, isso não é um trabalho, é um estilo de vida com autodesafios e muito crescimento”, revela.

A partir dos inúmeros livros lidos, mentores que conheceu e cursos que fez, dentro e fora do Brasil,  na área de desenvolvimento humano, o jovem compreendeu que toda a sua experiência era 100% criada de dentro para fora e não ao contrário, como ele sempre acreditou.

“Percebi que eu me importava demais com o que as pessoas pensavam sobre mim. Parei de tentar agradar os outros e passei a gerenciar o que estava dentro de mim”, recorda Felipe.

A equipe de Felipe hoje conta com 15 colaboradores, onde todos começaram como voluntários e desde o início que se conectaram ao propósito do jovem. E, se no início a maior dificuldade era pensar em como atrair pessoas interessadas em seu serviço, a preocupação durou pouco tempo. Assim como a equipe, os clientes surgiram de maneira natural e espontânea.

“Aprendi com tudo isso que ao fazer o bem, as pessoas vêm. Foque em deixar as pessoas satisfeitas com o valor que você pode gerar ao invés de focar no que elas podem te dar”, analisa o coach.

Website: http://sou.superboss.com.br/protagonista