Asma é a quarta maior causa de hospitalização no Brasil

Chiado no peito, falta de ar e tosse constante. Assim é a vida de quase 300 milhões de asmáticos em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. E nem sempre os sintomas param por aí. Segundo a Iniciativa Global contra a Asma (GINA, da sigla em inglês), a cada dia, só no Brasil, três pessoas morrem em decorrência da doença. Grave problema de saúde pública, a asma é a 4ª maior causa de hospitalização no país, com cerca de 300 mil internações por ano, com um custo anual de cerca de R$ 537 milhões para os cofres públicos, conforme o DATASUS.

– A asma é crônica e não tem cura, mas pode ser bem controlada, desde que com acompanhamento médico constante e uso de medicamentos apropriados e associados – comenta o médico Marcello Bossois, coordenador técnico do Brasil Sem Alergia. Apesar de ser mais comum no inverno, o médico afirma que a doença, que é um tipo de alergia respiratória, atrapalha muito a vida dos pacientes o ano todo, inclusive com afastamento do trabalho e falta na escola.

A asma pode ser classificada em quatro graus: intermitente, persistente leve, persistente moderada e persistente grave. A última forma pode ser prejudicial em todos os âmbitos da vida, como mostra o quadro mundial de diagnóstico da doença.

No país, já são cerca de 6.4 milhões de asmáticos acima de 18 anos de idade, de acordo com o Ministério da Saúde. E é a doença crônica mais comum na infância, acometendo, só nos Estados Unidos, 7 milhões de crianças. Nos últimos 25 anos, a taxa de prevalência da doença dobrou em todo o mundo.

– Assim como em outros tipos de alergia, a doença tem, muitas vezes, uma origem genética e pode aparecer em qualquer fase da vida. Mas determinados alérgenos – partículas que provocam alergia – aceleram e muito o caminho natural da doença – alerta o especialista. Ácaros, mofo, cigarro e certos produtos de limpeza podem agravar. No nariz, as partículas provocam coriza; nos pulmões, contraem os brônquios; nos olhos, irritam até levarem às lágrimas; na pele, causam as urticárias.

– É fundamental um diagnóstico preciso da doença, que poderá ser feito por uma anamnese, uma história bem coletada sobre a vida do paciente desde o nascimento, exame físico com ausculta pulmonar e avaliação dos sintomas– destaca Dr. Bossois, ressaltando a importância da visita a um especialista para a realização do teste cutâneo.

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