70-20-10: a metodologia de aprendizagem para alavancar os treinamentos corporativos

Em 2017, as empresas gastaram 0,63% do faturamento bruto investindo em treinamento e desenvolvimento dos seus funcionários. Apesar de parecer um valor baixo, isso significa uma média de R$ 788 e um aumento de 21% em relação ao ano anterior. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Integração Escola de Negócios, em parceria com a Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e a Carvalho & Mello Consultoria Organizacional.

Apesar do investimento, captar a atenção de colaboradores e fazê-los realmente se interessarem por novos aprendizados e técnicas pode ser um desafio. Dentro desse contexto, algumas metodologias de aprendizagem surgem prometendo otimizar tais treinamentos.

70-20-10 é um modelo de aprendizagem que trabalha unindo o prático ao teórico com porcentagens pré-definidas. Ele é recomendado para treinamentos corporativos de empresas de qualquer porte.

O nome 70-20-10 se refere a quantidade de tempo que deve ser gasto com cada tipo de forma de aprendizado: 70% é o aprendizado adquirido com a prática, é o colaborador realizando suas novas funções e assim interiorizando os aprendizados; 20% é o aprendizado adquirido através do relacionamento com companheiros de trabalho, onde acontece uma troca de conhecimentos; e apenas 10% é o aprendizado formal, aquele que acontece em salas de aulas, com aulas expositivas, livros etc.

Essa metodologia é muito mais eficaz para treinamentos corporativos do que para o ensino tradicional de crianças, pois crianças e adultos aprendem de forma diferente.

O modelo 70-20-10 é muito utilizado por organizações que querem maximizar os processos de aprendizado de seu público interno.

Mário Cabral, CO-CEO da Engage, startup que oferece uma plataforma gamificada de aprendizagem, afirma que “o contexto atual nos traz diversas oportunidades de construir uma experiência de aprendizagem muito mais completa, conectando diversas ações presenciais e digitais que tem como objetivo ajudar o colaborador a ter um melhor resultado em sua função ”.

Esse modelo não é 100% rígido. A porcentagem 70-20-10 pode ser adaptada para a realidade de cada empresa.

É válido fazer sempre um teste para analisar como os colaboradores da organização respondem a esses estímulos. Dependendo do tipo de público pode ser necessário aumentar o tempo destinado ao aprendizado formal ou até diminuí-lo ainda mais.

Website: http://www.engage.bz