Desconfiança começa a rondar futuro da Apple

Em entrevista para a revista Forbes, Tina Wells, do Buzz Marketing Group, afirmou que a empresa fundada por Steve Jobs não tem se conectado com a geração do milênio

Nova York – A Apple é a empresa com o maior valor de mercado do mundo. Seus produtos são o sonho de consumo de milhões de pessoas. Visitar uma de suas lojas em Manhattan se tornou uma obrigação tão grande como passear pelo Central Park em viagens a Nova York. O iPhone permanece como o celular mais rentável do mundo e a palavra “iPad” é mais conhecida do que “tablet”.

Este cenário, porém, já não é tão positivo quanto antes. Começam a surgir dúvidas sobre a capacidade de inovação da empresa.

Os concorrentes avançaram no desenvolvimento de seus produtos e também no marketing. Há previsões de que as vendas do iPhone 5 ficaram abaixo do esperado pela Apple.

Suas ações cresciam quase initerruptamente desde 2009 até atingir o apogeu em meados de setembro, quando ultrapassaram os US$ 700. Hoje, valem US$ 500, uma queda de 28% em um trimestre.

Para completar, na semana passada, uma série de sites questionava se a Apple não é mais “cool”, ou descolada. Alguns dizem que há o risco de ficar ultrapassada.

Em entrevista para a revista Forbes, Tina Wells, do Buzz Marketing Group, afirmou que a empresa fundada por Steve Jobs não tem se conectado com a geração do milênio. Eles querem ter os tablets com teclado Surface (Microsoft) ou os do Galaxy, da Samsung.


Além de não ter o seu carismático fundador Steve Jobs, que faleceu em 2011, a Apple passou a seguir algumas tendências de concorrentes, algo impensável mesmo um ano atrás.

O iPhone 5 aumentou de tamanho em relação ao 4S, depois de a Apple perceber que os concorrentes com telas maiores vinham agradando os consumidores.

Nesta semana, a Apple deve anunciar seus resultados do último semestre e a expectativa é imensa em Wall Street. Como sempre acontece, haverá aumento, graças às vendas do iPhone 5, que podem ter alcançado cerca de 50 milhões.

O crescimento seria de 30%. Elevado, mas, no ano passado, havia sido de 130%, o que alerta os investidores para uma possível desaceleração.