Criatividade de funcionários é maior arma das grandes empresas

Sem aumentar muito o número de empregados, as grandes corporações americanas conseguiram aumentar seus lucros ao estimular os mais talentosos

Estimular o talento e a criatividade dos funcionários está rendendo frutos para as grandes empresas americanas, segundo a consultoria McKinsey. Entre 1994 e 2004, o lucro líquido das 2 000 maiores companhias dos Estados Unidos subiu de 570 bilhões de dólares para 1,393 trilhão. No mesmo período, o seleto grupo das megacorporações (as 150 maiores empresas americanas) elevou sua fatia nesse montante de 39% para 46%, sem que o número de funcionários avançasse na mesma proporção. Em 1994, o grupo respondia por 28% do 33,8 milhões de pessoas ocupadas pelas 2 000 maiores empresas. Há dois anos, a fatia passou para 29% de 59,6 milhões de funcionários.

Outra forma de compreender a importância dessas mudanças é verificar que, no período coberto pela pesquisa do McKinsey, o lucro líquido por empregado, nas megacorporações, subiu de 21 000 dólares para 64 000. De acordo com a consultoria, o que permitiu a essas megacorporações incrementar os ganhos sem onerar a folha de pagamento foi apostar nos bens intangíveis de toda companhia, representados pelo conhecimento das pessoas que lá atuam. Essas empresas também mudaram o modo como seus colaboradores trabalham, privilegiando a atuação em equipe. Historicamente, grandes companhias, como a General Motors e a Unilever, investiam em sua escala de produção para obter vantagens concretas, como ganhos de produtividade.

À medida que esse modelo de gestão se consolida, novos desafios surgem para as empresas. O principal é encontrar meios mais eficientes de gerir a colaboração entre as equipes. A pesquisa mostra, por exemplo, que, em aproximadamente 40% das grandes empresas, os executivos gastam de metade ao dia inteiro em respostas a consultas, sejam por e-mail, telefone ou outro canal.