Conselho da Brasil Ecodiesel analisa assembleia na próxima terça-feira

Assembleia de acionistas foi pedida pela Veremonte para discutir troca de conselheiros e análise da incorporação da Vanguarda

São Paulo – O conselho de administração da Brasil Ecodiesel vai se reunir na manhã da próxima terça-feira (14/6) para discutir o pedido de assembleia extraordinária de acionistas, apresentado pela Veremonte. O objetivo da assembleia seria eleger novos membros para o próprio conselho de administração, hoje contrário à análise da incorporação da Vanguarda pela empresa.

Em meados de maio, os conselheiros da Brasil Ecodiesel rejeitaram a proposta da Veremonte de estudar uma eventual união com a empresa de agronegócio. Oficialmente, o conselho afirmou que a Brasil Ecodiesel precisa, primeiro, concluir sua fusão com o grupo Maeda, antes de partir para novas empreitadas.

A Veremonte questiona esse argumento, dizendo que a união já está praticamente concluída, a ponto de 95% do ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Brasil Ecodiesel já vir do Maeda.

Na prática, o assunto se transformou em uma disputa entre a Veremonte, holding que representa os investimentos brasileiros do bilionário espanhol Enrique Bañuelos, e Silvio Tini de Araújo, controlador de outra holding, a Bonsucex – os dois maiores acionistas da empresa. Hoje, a Veremonte detém cerca de 22% da Brasil Ecodiesel, e a Bonsucex, aproximadamente 8%.

Mais detalhes

A amigos, Tini tem afirmado que o negócio beneficiaria apenas a Veremonte, que também possui 50% da Vanguarda. “Os benefícios da união não estão claros, e não sabemos realmente o que se passa”, afirma um interlocutor de Tini.

O CEO da Veremonte, Marcelo Paracchini, afirma que os benefícios do acordo atingirão todos os acionistas da Brasil Ecodiesel. “A Vanguarda é uma Maeda maior e melhor”, diz. “Faz todo o sentido uni-las.”

Além de destituir o atual conselho de administração na assembleia que propõe, a Veremonte quer também mudar sua estrutura, e reduzir o número de assentos de sete para seis. Tini “vê com naturalidade” a assembleia, mas não o novo formato do conselho. “Seis assentos não são comuns em empresas do Novo Mercado”, diz seu amigo. “O melhor são sete, até para que não haja empate em decisões importantes.”