Confiança de serviços sobe 4,3% em agosto, indica FGV

O indicador saiu de 111,7 pontos para 116,5 pontos no período

Rio – O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 4,3% na passagem de julho para agosto, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na manhã desta quarta-feira. O indicador saiu de 111,7 pontos para 116,5 pontos no período.

De acordo com a FGV, o dado revela uma acomodação do quadro de expectativas no setor, mas não reverte a trajetória de desaceleração registrada desde o fim do ano passado.

Ainda de acordo com a FGV, o resultado pode ser atribuído, em parte, à devolução da forte queda registrada em julho, quando os indicadores da Sondagem de Serviços atingiram o pior resultado desde 2009.

A retomada na confiança recupera cerca de dois terços da perda registrada no mês anterior. Ainda assim, o resultado foi “insuficiente para configurar interrupção na trajetória recente de declínio da confiança empresarial na atividade de serviços”, afirma o relatório.

A alta de 13,6% no setor de serviços de informação foi a principal contribuição para o resultado. Nos demais segmentos, a média de alta ficou em 2%. A expectativa das empresas para os próximos meses, em alta, também contribuiu para o indicador. O componente da pesquisa relativo ao Índice de Expectativas (IE-S) registrou alta de 5,2%, com 133,9 pontos. No último mês, o indicador havia registrado uma piora na percepção do cenário, com queda de 1,1%.

O maior otimismo veio do indicador de tendência de negócios nos seis meses seguintes, que subiu 8,7%. Entre as empresas, 43,7% preveem uma situação melhor no futuro, ante 35% em julho. Também houve alta no quesito demanda prevista, registrando aumento de 1,9% em relação ao mês de julho.

Já o Índice da Situação Atual (ISA-S) teve uma alta menos expressiva, de 3,2%, para 99,1 pontos. A média histórica para o indicador é de 109,9 pontos, patamar não alcançado desde maio de 2012. Na pesquisa divulgada nesta manhã, houve um aumento de empresas que avaliam a situação atual como “forte”, que passou de 20,4% para 23,7%, entre julho e agosto. O quesito situação atual dos negócios também teve melhor avaliação, com alta de 6,2%.