Aposta em TV+ e Card e risco com coronavírus: o balanço da Apple

Perspectivas são otimistas para o resultado do primeiro trimestre fiscal da companhia, que dobrou de valor no último ano

São Paulo — Com um valor de mercado em torno de 1,4 trilhão de dólares — o dobro do registrado há um ano — a empresa de tecnologia Apple publica resultados do primeiro trimestre fiscal nesta terça-feira. As perspectivas são otimistas.

Para o período encerrado em dezembro há uma previsão de faturamento que pode chegar a 89,5 bilhões de dólares.

A atenção estará voltada para a divulgação de resultados do streaming Apple TV+ e o cartão de crédito Apple Card. No ano fiscal encerrado em setembro o segmento cresceu 16%, com receita de 46,3 bilhões de dólares. Já a venda de iPhones caiu 14%, com o faturamento de 142,4 bilhões de dólares, numa tendência que deve continuar.

O maior problema da companhia é sua grande base ativa de iPhones, com mais de 1,4 bilhão de aparelhos, e uma taxa de renovação lenta devido a preços mais altos e menores avanços tecnológicos. Para ampliar as vendas de seu principal produto, a Apple está planejando lançar no final de 2020 uma série de novos iPhones de última geração, que incluem conectividade 5G, processadores mais rápidos e novas câmeras na parte traseira.

Apesar de não haver confirmação da Apple, há rumores de um possível anúncio de smartphone de baixo custo a ser lançado em março. Esse será o primeiro iPhone da modalidade desde o SE, lançado em 2016 por 399 dólares.

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A expectativa é de que o modelo seja similar ao iPhone 8, lançado em 2017, com botão de touch ID e 4.7 polegadas. Um produto com menor preço pode ajudar a Apple a melhorar seu desempenho nos mercados emergentes, nos quais aparelhos com sistema Android são lançados por menos de 200 dólares.

Uma nova frente de incertezas, para a Apple e para as grandes empresas globais com operação na China, é o impacto que o coronavírus terá para seus negócios. Uma de suas principais fornecedoras, a Foxconn, adiou a volta de seus empregados. Segundo o jornal japonês Nikkei, uma leva de 80 milhões de smartphones que a companhia pretendia fabricar na China no primeiro semestre está sob risco e pode ser adiada. As ações da companhia caíram 2,9%, ontem, em meio aos temores globais de uma epidemia em larga escala.

Num mundo com cada vez mais incertezas, a Apple precisa lidar com os problemas dentro e fora de casa. O balanço desta terça-feira deve dar novas pistas se a gigante está no caminho certo.