Chinesa Huawei investirá US$ 350 mi em Campinas-SP

Líder no mercado de banda larga fixa e móvel, a Huawei também anunciou a doação de equipamentos de computação de última geração para universidades brasileiras

São Paulo – No primeiro dia de sua visita à China, a presidente Dilma Rousseff comemorou o investimento de US$ 350 milhões, anunciado pela empresa Huawei, para a construção de um centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Campinas (SP). Dilma se reuniu hoje com Ren Zhengfei, CEO da Huawei, e ouviu do executivo que a companhia chinesa pretende expandir seus negócios no Brasil, onde atua desde 1999.

Líder no mercado de banda larga fixa e móvel, a Huawei também anunciou a doação de equipamentos de computação de última geração para universidades brasileiras, no valor de US$ 50 milhões, em um período de dez anos. Atualmente, a empresa detém 70% do mercado nacional de modems USB de acesso 3G, com mais de um milhão de terminais vendidos desde a implantação do sistema no País.

“Começamos a visita da presidente Dilma à China com o pé direito”, resumiu o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. A presidente também vai se encontrar com executivos da Foxconn e visitar a unidade da ZTE na cidade de Xian, na sexta-feira.

A expectativa do governo é de que a ZTE, produtora de equipamentos de telecomunicações, invista US$ 200 milhões na instalação de uma fábrica em Hortolândia (SP). “Toda essa movimentação tem a ver com o Plano Nacional de Banda Larga, já que as grandes companhias querem se associar a empresas brasileiras para serem fornecedoras, nesse novo momento”, disse Pimentel. “Para nós, isso é muito bom. Não queremos importar equipamentos, mas, sim, desenvolver e fabricar no Brasil.”

Bolsas de estudo

O investimento de US$ 350 milhões anunciado pela Huawei inclui bolsas de estudo e contratação de pesquisadores. A previsão da empresa é gerar mil empregos diretos com a construção do centro de Pesquisa e Desenvolvimento. O faturamento divulgado pela Huawei no Brasil, em 2008, chegou a US$ 1 bilhão. A companhia mantém um centro de treinamento em Campinas, além de escritórios instalados em São Paulo, Rio e Brasília.

Dilma deseja mudar o perfil da parceria comercial com a China para que o país asiático passe a comprar produtos manufaturados do Brasil. “A China é hoje grande compradora de commodities, como minério de ferro, petróleo e soja, mas queremos melhorar nossa relação”, comentou Pimentel. “O objetivo dessa visita da presidente Dilma é justamente inaugurar uma nova etapa, para que também sejamos parceiros na área de ciência, tecnologia e pesquisa”, ressaltou o ministro.