CEOs sofrem com constante dança das cadeiras

Executivos que vêm ;de fora; estão mais sujeitos à demissão. Em compensação, ganham mais.

Nunca a permanência em cargos de alto escalão foi tão efêmera no mundo dos negócios. Cerca de 40% dos novos executivos costumam ficar, em média, apenas 18 meses no cargo, de acordo com levantamento do Centre for Creative Leadership, consultoria internacional em assuntos corporativos.

Exemplos dessa estatística não faltam. Em uma reportagem sobre o assunto, a revista britânica The Economist cita o recente caso de Christian Streiff, que renunciou ao cargo de CEO da francesa Saint-Gobain depois de 13 meses. Detalhe importante: Streiff trabalhou para o grupo por 26 anos, tempo suficiente para subir nove degraus na hierarquia da empresa. Seu tempo no topo, porém, durou pouco mais de um ano.

Executivos “de fora” da empresa costumam sofrer ainda mais. É o caso de Phillipe Germond, que se demitiu da também francesa Alcatel em abril deste ano. Germond foi trazido da Vivendi Universal e permaneceu como CEO da Alcatel por menos de três anos. Segundo a revista britânica, em 2003, 70% dos executivos de fora em processo de demissão haviam sido convidados a se retirar. Entre os profissionais da casa, esse número é de 55%. Não é à toa que os chamados outsiders tendem a ganhar muito mais.