Cemig: decisão sobre usinas beneficia acionistas

Empresa divulgou nota afirmando que a decisão de não renovar as concessões de três de suas maiores usinas foi tomada para defender os interesses dos 110 mil acionistas

Belo Horizonte – A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) divulgou nota na noite desta quarta-feira afirmando que a decisão de não renovar as concessões de três de suas maiores usinas foi tomada para defender os interesses dos 110 mil acionistas espalhados em 42 países que têm “contribuído de forma efetiva para seu crescimento”.

Na segunda-feira, quando venceu o prazo para apresentação de propostas das atuais concessões para geração e transmissão de energia, a empresa manifestou interesse na renovação de 18 usinas, além de linhas de transmissão e distribuidoras, mas deixou de fora Simão, com capacidade de 1,7 mil megawatts, Jaguara (424 megawatts) e Miranda (408 megawatts).

No entendimento da Cemig, as três usinas, que ainda não tiveram renovação de concessões, teriam, pelos contratos, direito a renovação automática pelas regras vigentes antes das mudanças determinadas pelo governo federal para reduzir as contas de energia. “As decisões tomadas referente à Medida Provisória 579 foram baseadas em análise criteriosa, objetivando atender aos interesses de todos acionistas, empregados, clientes, fornecedores e a comunidade a que serve”, diz a nota divulgada ontem.

Uma fonte da empresa havia informado que, com as novas regras, o custo de manutenção das usinas não seria viável. Ontem, o governo federal indicou que pode retomar as hidrelétricas. A Cemig afirmou que “apoia as medidas tomadas pelo governo federal” para “reduzir as tarifas de energia elétrica” mas alegou que “a decisão tomada visa garantir a expansão de suas atividades, a melhoria dos serviços prestados e dar as condições necessárias, no que se refere à energia elétrica, para o desenvolvimento econômico e social do País”. (AE)