BTG quer triplicar a carteira de pequenas e médias empresas em 2020

Carteira de crédito voltada para PME encerrou 2019 com 2,2 bilhões de reais, a expectativa é alcançar algo entre 5 bilhões a 7 bilhões de reais neste ano

São Paulo – Mais conhecido pelas transações com grandes empresas, o banco BTG Pactual (que é acionista controlador de EXAME) encerrou 2019 com uma carteira de crédito de 2,2 bilhões de reais voltada para pequenas e médias companhias, e a expectativa é alcançar algo entre 5 bilhões a 7 bilhões de reais neste ano.

“Conseguimos crescer nessa linha, porque investimos mais em cientistas de dados do que em gerentes de relacionamento”, explica Roberto Sallouti, presidente do BTG.

A estratégia faz sentido para um banco que não tem a capilaridade dos grandes bancos de varejo. Até porque não é simples fazer análise de crédito da modalidade de desconto de duplicata de um tíquete médio de 14 mil reais.

“Os grandes bancos dependem dos gerentes para aprovação, o que pode levar dias. O nosso é do dia para a noite. Isso porque os contratos são razoavelmente padronizados e com uso de tecnologia”, acrescenta João Marcello Dantas, diretor financeiro do BTG.

Até o momento, essa é a linha que o banco concede aos pequenos e médios empreendedores, pois ainda não têm acesso a informações de conta corrente. Mas isso deve acabar com o lançamento da plataforma digital voltado para o varejo pessoa jurídica e pessoa física.

“Aí deve haver uma expansão nas concessões”, afirma Sallouti.

Ainda não há uma data para o lançamento da plataforma digital de varejo, mas será em algum momento até o fim do ano. “Estamos pilotando um teste com opções de cartões de crédito, de débito, pagamento de boleto e saques em ATM.”