Brookfield Incorporações tem lucro 26% maior no 3o trimestre

Incorporadora foi favorecida por forte volume de vendas e velocidade de comercialização de imóveis acima da média do setor

São Paulo – A Brookfield Incorporações fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de 108 milhões de reais, aumento anual de 26,1 por cento, favorecida por forte volume de vendas e velocidade de comercialização de imóveis acima da média do setor.

No período, a companhia foi beneficiada, ainda, pela venda da maior parte do projeto Brookfield Towers (Giroflex) no final de setembro para sua controladora.

O resultado, contudo, ficou abaixo da média de quatro estimativas obtidas pela Reuters junto a analistas, de ganho de 122,7 milhões de reais no período.

“O grande volume e o avanço de vendas e de obras têm contribuído para maior reconhecimento de receita trimestre a trimestre”, disse o diretor financeiro e de Relações com Investidores da incorporadora, Cristiano Machado, à Reuters nesta sexta-feira.

De julho a setembro, as vendas contratadas da Brookfield saltaram 61,5 por cento, para 1,33 bilhão de reais, enquanto a velocidade de vendas (VSO) –medida pela relação de venda sobre oferta– ficou em 32 por cento, após 28 por cento no segundo trimestre. As principais empresas do setor costumam apurar VSO no patamar de 20 a 25 por cento.


“(A Brookfield) é o destaque do setor em termos de velocidade de vendas”, assinalou Machado, acrescentando que os lançamentos responderam por 79 por cento da velocidade de vendas no período.

Para o atual trimestre, o executivo prevê certa desaceleração, decorrente do maior volume de lançamentos previstos.

“A VSO deve cair, mas ainda se manter em nível muito bom. Não vai bater 30 por cento, mas ainda ficará acima de 25 por cento”, disse ele. “Não vemos nenhuma mudança quanto ao nível de absorção. O estoque tem caído e em todos mercados onde operamos não sentimos nenhuma alteração de demanda.”

Nos três meses até setembro, a Brookfield lançou 913 milhões de reais. A receita líquida, enquanto isso, atingiu 1,2 bilhão de reais, alta de 91,1 por cento ano a ano.

Já o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 68,3 por cento no terceiro trimestre, a 252 milhões de reais, com a margem caindo de 23,9 para 21 por cento.

A margem Ebitda, segundo Machado, foi impactada por efeito não-recorrente do projeto BCP Alphaville, lançado em 2007, com receita de 96 milhões de reais, comercializado com garantia de rentabilidade.