BrasilPrev busca crescer com previdência empresarial

A previdência oferecida como benefício das empresas é o principal nicho que ela quer conquistar

São Paulo – Com recorde de captação de recursos, a BrasilPrev, companhia de previdência privada do Banco do Brasil, acredita que ainda tem muito espaço para crescer no Brasil – principalmente no meio empresarial.

A previdência oferecida como benefício das empresas é o principal nicho que ela quer conquistar. “Este é o grande desafio e oportunidade para a previdência”, disse o presidente Miguel Cícero Terra Lima.

As empresas podem dirigir até 20% das suas folhas de pagamento para benefícios como plano de saúde e previdência, com vantagens fiscais. No entanto, aplicam apenas 5%, diz o executivo.

Uma nova regulamentação para o plano de previdência VGBL empresarial foi aprovada pelo governo e deverá ser regulamentada nos próximos meses, quando a companhia poderá começar a vender o produto VGBL empresarial.

A resolução aumenta o leque de empresas que poderão oferecer o benefício sem o pagamento de impostos. “Assim, iremos atingir toda a massa de trabalhadores do Brasil”, diz Terra.

Hoje, cerca de 10% da carteira da BrasilPrev é empresarial. Segundo Sandro Bonfim, superintendente de produtos, “nos Estados Unidos, um mercado mais maduro, a grande maioria da previdência vem de empresas”, que é um alvo que eles desejam atingir.

Números positivos

Em meio à crise, o setor de previdência privada se destaca. Em setembro, a arrecadação da BrasilPrev atingiu 27,2 bilhões de reais, crescimento de 25,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já em captação, que é a arrecadação menos os resgates, foram 18,3 bilhões de reais, crescimento de 15,1%. O montante torna a empresa líder no segmento, com 55,2% de participação no mercado.

Os ativos totais em gestão da instituição chegaram a 139,6 bilhões de reais.

O motivo para o recorde de captação e de ativos foi justamente o momento de crise e incerteza econômica pelo qual o país está passando, segundo executivos da Brasilprev.

“As pessoas ficam receosas em gastar. Elas deixam de viajar e trocar o carro e poupam mais, investem na previdência”, falou o presidente Terra.