Bradesco pode adiantar sucessão de Trabuco por Zelotes

Além do presidente do Bradesco, outros nove suspeitos também se tornaram réus da investigação

São Paulo – Prevista para acontecer em maio, a sucessão do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, pode ser antecipada. 

Trabuco, que lidera a companhia desde 2009, virou réu da Operação Zelotes. Por isso, seu sucessor poderá ser definido nos próximos dias, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

O juiz que acolheu a denúncia feita pelo Ministério Público Federal, no dia 28 de julho, disse haver indícios suficientes para a abertura do processo.

Além do presidente do banco, outros nove suspeitos também se tornaram réus da investigação.

Entre os acusados estão Luiz Carlos Angelotti, diretor de relação com investidores do Bradesco; Domingos Figueiredo de Abreu, diretor vice-presidente do Bradesco, e Mário da Silveira Teixeira Júnior, ligado ao conselho de administração do Bradesco.

A ação da Polícia Federal investiga ação de grupos suspeitos de negociar decisões positivas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que avalia dívidas de grandes empresas com a Receita Federal.

Por meio de sua assessoria, o Bradesco respondeu onte, 28, que “reitera sua convicção de que nenhuma ilegalidade foi praticada por seus representantes e, em respeito ao rito processual, apresentará oportunamente seus argumentos ao Poder Judiciário”.

Para substituir Trabuco, seis vice-presidentes concorrem ao posto, inclusive Domingos Figueiredo de Abreu, réu na Operação Zelotes. Angelotti está fora da disputa, informou o veículo.

De acordo com o jornal, os nomes mais cotados para substituir Trabuco são os de Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente, Alexandre da Silva Glüher e Maurício Machado de Minas.

A assessoria de imprensa do Bradesco informou que a sucessão do presidente irá acontecer de forma natural na próxima assembleia de acionistas, em maio do ano que vem, e que a informação da antecipação da mudança não procede.