Braço financeiro do Bird vira sócio da Ser Educacional

International Finance Corporation, braço financeiro do Banco Mundial, comprou cerca de R$ 45 milhões em ações da empresa

São Paulo – O Banco Mundial (Bird), por meio do braço financeiro, International Finance Corporation (IFC), anunciou que se tornou sócio de mais uma empresa do Brasil, a Ser Educacional, grupo de educação que abriu o capital em outubro. O IFC comprou cerca de R$ 45 milhões em ações da empresa.

O Grupo Ser Educacional, holding controladora das Faculdades Maurício de Nassau (Uninassau) e Joaquim Nabuco, captou cerca de R$ 600 milhões com a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Desse total, 58% dos papéis foram vendidos a investidores estrangeiros. Apesar de o IPO ter sido concluído no fim de novembro, a participação do IFC só foi divulgada agora.

Entre os fatores que levaram o IFC a comprar as ações da empresa brasileira, está o projeto de expansão do grupo para os próximos dois anos. A Ser Educacional promete melhorar as instalações universitárias, implementar um programa de ensino à distância e ser uma consolidadora do setor de educação, via fusões e aquisições.

O IFC também ressalta o fato de a faculdade ter cem mil estudantes, na maioria de renda média e baixa das Regiões Norte e Nordeste. Cerca de metade do dinheiro captado no IPO será usado para financiar os investimentos nestes dois anos. Fundado em 2003, pelo empresário e advogado Janguiê Diniz, o Ser Educacional tem 23 unidades em 11 Estados.

O IFC recentemente tem aumentado a compra de participações em empresas brasileiras. Se antes a instituição fazia muitos empréstimos para bancos e outras companhias, agora tem comprado ações diretamente. Em maio, anunciou a compra de uma participação na seguradora SulAmérica. Antes, já havia comprado fatias do Tribanco, de Minas Gerais, e do Banco Fibra. Também este ano, anunciou um empréstimo e compra de ações da Minerva Foods.

A participação final do IFC na Ser Educacional não foi divulgada, mas a intenção era ter no máximo 5% do capital, pois o IFC costuma comprar fatias minoritárias. No ano fiscal de 2013, o IFC destinou US$ 2 bilhões ao Brasil, entre empréstimos e compras de ações. Foi o país com maior volume de negócios, segundo um comunicado do grupo.