Com queda abrupta, bitcoin já faz os primeiros ex-bilionários

Enquanto 2017 foi um excelente ano para a moeda, 2018 está sendo duro para a bitcoin, que já perdeu quase metade do seu valor

São Paulo – A Bitcoin, criptomoeda mais conhecida, atrai a atenção de investidores, bancos e entusiastas. Todo esse interesse fez o seu valor explodir, já que a moeda digital segue as regras de oferta e demanda. Apenas no ano passado, a moeda digital valorizou 1400% e atingiu a maior cotação da história: 19,3 mil dólares.

Porém, enquanto 2017 foi um excelente ano para a moeda, 2018 está sendo duro. Ela perdeu quase metade do seu valor nos últimos 30 dias e, ontem, a cotação ficou abaixo de 10 mil dólares, depois de despencar 21% em em apenas 24 horas. A consequência foi drástica para alguns investidores, que viram sua fortuna ancorada na moeda digital encolher.

Entre os perdedores, estão os irmãos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss, de 36 anos. Antes de serem conhecidos como ávidos investidores na criptomoeda, os gêmeos são investidores em startups. Em 2008, processaram Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, alegando que ele teria roubado a ideia deles da rede social, que chamaria Harvard Connection. Ganharam 65 milhões de dólares.

Em 2013, tinham cerca de 11 milhões de dólares investidos em bitcoins, o que, em 2017, garantiu a eles uma fortura conjunta de 1,7 bilhões de dólares. Os irmãos se tornaram, assim, um dos primeiros a se tornarem bilionários com a explosão da moeda digital, em dezembro de 2017.

A alegria durou pouco. Desde então, eles já perderam 37% de suas fortunas e cada um tem, hoje, “apenas” 739 milhões de dólares na carteira, segundo o índice de bilionários da Bloomberg.

A queda, porém, não os preocupa. Em entrevista à Bloomberg feita em dezembro, eles disseram acreditar que o investimento na criptomoeda ainda tem potencial para atingir de 10 a 20 vezes o valor atual.

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